Archive for the 'mãe' Category

Mãe

A grande verdade é que desperdicei tempo demais.  Quanto tempo mais nós poderíamos ter estado juntos se eu permitisse. Quanto consolo nos daríamos mutuamente. Quantas tardes e noites maravilhosos… E eu fiz tudo errado… Eu nunca imaginei que minha mãe me faria tanta falta.

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As músicas

A última (ou uma das últimas) músicas que ouvimos os dois aqui em casa…. Ela gostava dele por amor a mim…. porque eu gosto dele… Nossa, quanto amor….

Vida Breve sim!…Pra ela… Uma vez é Muito Pouco

image0201Eu canto pra você…. acho é minha catarse, faz parte do meu show..rs

Ainda Ela… e pra Ela

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Pra você, tá?

TCHAU MÃE! OBRIGADO POR CUIDAR DE MIM

MINHA MÃE FALECEU NOS MEUS BRAÇOS ÀS QUATRO HORAS DA MADRUGADA DO DIA DEZOITO DE DEZEMBRO DE 2008.

EU SÓ POSSO AGRADECER A TODOS, TODOS OS AMIGOS – E QUANTOS E QUANTOS AMIGOS! – POR TODO O CARINHO E CONFORTO QUE ME PROPORCIONARAM.

MUITO, MUTÍSSIMO OBRIGADO

Os vermes e deus

Fico me perguntando qual o pior tipo de degeneração. A do corpo ou a da mente. Ou do espírito, de preferirmos. O apodrecimento das carnes em vida, esse processo lento e contínuo que faz as pessoas perderem todas as forças, não conseguirem mais manterem-se em pé, que acaba afetando também o raciocínio e a capacidade cognitiva. São em pequenos passos que os vermes se espalham, não exatamente matando como uma bala de revólver, mas como quem instila poucas gotas de um veneno diariamente. Pessoas que já não caminho, que perdem a cor, tirnam-se assustadoramente macilentas, olhos fundos que nos observam como quem diz que (já) sabe tudo. Da vida e da morte próxima. E, finalmente, a angústia da impotência. Da simplesmente impossibilidade  humana de interferir, de alterar, desviar o caminho de um simples verme! De como todas as técnicas, todo o avanço científico… de como tudo se reduz a nada! As religiões (sempre apaguaziguadoras) nos dizem da vida e da morte. Nos dizem da vida após a morte. Só não falam da impotência de deus sobre o apodrecimento em vida. Afinal, a inacreditável impossibilidade humana…

Tempo

Nesse momento, minha única preocupação é o tempo. O tempo para chegar a crise final. Olho seus olhos opacos, sua tez acinzentada, seus cabelos muito ralos e de uma cor indescritível. Olho as coisas ao seu redor e me pergunto como resolverei tudo. Não, não serei eu, serão os outros que vão ter que dar um jeito nas coisas. Seu olhar demonstra insegurança, medo e, ao mesmo tempo, resignação. Fala de um futuro em que não acredita. De uma vida que sabe distante. Procuro aparentar naturalidade e sei que não consigo. Está preocupada com os papéis para a cremação e contraponho que é momento para pensarmos em vida, em cura, jamais em morte. Mas sei que ela está certa e eu, falso. Fica me olhando e rindo por dentro de todas as esperanças mentirosas que escapam pela minha boca envergonhada. Língua envergonhada. Vergonha da minha impotência, da impotência de tudo e todos, inclusive de um deus que desejaram me fazer crer sem nenhum sucesso. Agora mais ainda. Os minutos se arrastam, não tenho o que dizer. Sinto a necessidade de estar dopado de alguma coisa, qualquer coisa porque acho a realidade dura demais. A realidade que todos passam, uns com mais firmeza, outros com menos. A realidade estúpida por deixar de ser. Como reconhecer com estoicismo a realidade do “não ser”? Imprecisão. Tempo. Quanto? Como será? Lenta ou breve? Suave ou doída? Se doída, por que? Já não bastam as dores de uma vida? Vou lá fora fumar um cigarro. Depois outro. E outro. Coca Cola (a cachaça fica para outra hora). Olhamos um para o outro e sorrimos internamente das nossas tristes mentiras. Da nossa incapacidade de falar. De nos abraçarmos. De chorarmos. Não. Falamos sobre bobagens, sobre eleições, sobre o calor que faz lá fora. Falamos do que não é. Do irrelevante. Os minutos se arrastam e três horas depois preciso sair, não suporto mais, preciso da minha sovina e covarde solidão. O tempo.


Ela…

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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

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Tempo…

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