Archive for the 'Livros' Category

Molloy

Confesso que ler MOLLOY de Samuel Beckett é muito mais difícil do que ler Ulisses, de Joyce. Claro que é diferente, mas em mim rola assim. Agora, é um livro fascinante.

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Carta a K.

Minha “amiga de fé e irmã camarada”

 Com as conversas sinceras e agradáveis, de certa forma amorosas, eu aprendo mais do que cursar cinco universidades. E por que digo isso? Dei-me ao prazeiroso trabalho de ler toda a obra de Sartre e Simone e, confesso, achei que conhecia muitas coisas. Estava errado. Eu li, mas não meditei o bastante, não me coloquei no lugar deles e tratei o assunto muito mais filosoficamente do que qualquer outra coisa. Agora, relendo a nova biografia do dois, sinto-me primário e necessito de horas e horas de meditação que, muitas vezes não chegam a conclusão alguma. Falo de relações e amor. Você já leu esse livro muito mais vezes do que eu e tem sua opinião formada e firme favorável a relações abertas. Nesse assunto, minha amiga, eu claudico. Reconheço, sem nenhuma dúvida, que uma relação fechada pode ser mais dolorosa, pouco sincera, etc. Por sua vez, você reconhece que, embora haja mais honestidade, você mesma pode sofrer muito numa relação aberta. De uma certa maneira estamos os dois discundo a mesma coisa, o imponderável, estamos tratando de matéria sensível e suave com a melhor renda que é o amor. E, aos poucos, vou percebendo que o amor é, de alguma maneira, indiscutível, que podemos unicamente sentir e dar amor, desejar receber amor e a fórmula termina aí. A maneira, o jeito que escolhemos, os caminhos para vivenciarmos são todos falhos, todos, em algum momento deixam dúvida. E assim descobri que não conheço nada da vida de meu heróis (talvez um tiquinho da filosofia), mas que a essência da vida (o amor) é sempre muito questionável. Eu mesmo (ou todos nós mesmos) sou um amador e nem por isso encontrei um caminho definitivo.

O que teve de mais bacana ontem de madrugada (além de descobertas tristes) foi essa possibilidade inesgotável de vivenciar-se o amor de variadas maneiras, sem manual, sem regras comprovadas. De uma certa maneira (sei que você entende), toda a vivência de amor é, ao mesmo tempo, uma carta, uma vontade, uma declaração, ainda que consumada. Mas na vida, existe o “além da carta”, o posterior à carta, o que se vivencia entre o envio e o recebimento da mensagem. Assim, hoje sou seguro de que não há segurança, de que as ocasiões e as coincidências da vida interferem em nossos sentimentos, tanto para bem como para mal. E que esse mal não é mal, é apenas reflexo do que sentimos em relação a uma coisa imutável que é a possibilidade sempre aberta do acaso no amor. E o círculo se fecha quando constatamos que o amor não escapa dos acasos. O que resta é continuar lendo, pensando e vivenciando. E conscientizando-nos de que os amadores não chegam a portos seguros nesse sentido do termo, os amadores são simplesmente amadores e que o êxtase é sempre maior do que um possível desgosto passageiro.


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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

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