Archive for the '(In)Sanidade' Category

Não dito…

É como se os neurônios fossem grãos de feijão mal conzidos. E assim fosse tudo bem. Quando deixa de ser assim, torna-se praticamente inenarrável. Meu cérebro abriga uma massa grudenta onde não existem individualidades, não existe memória. A retirada das substâncias tornam tudo pior, o desespero muito maior. Não existem vantagens… apenas o bem estar de antes desaparece. Não percebo absolutamente nenhuma melhora com a retirada disso ou daquilo. Continuo com a mesma deficiência, talvez maior – ou igual – dá no mesmo. É uma pasta neuronal, nada tem fixação, nada. Essa percepção de mundo eu perdi completamente. E ainda por cima meus óculos ficaram uma merda. Ou seja: “decididamente não vejo mais nada”. Meu olhar está feio, triste sem glamour.

Por outro lado me dou conta de que as pessoas somem, as pessoas somem mais e mais. Olho para os lados e nada, não percebo nada. Muito menos à frente a atrás vejo pontos na neve, muito distantes. Peço uma alternativa, uma solução aos alquimistas e eles só me falam em retirar e eu tento e continuo essa zona: não sei mais se não fixo as coisas ou se, em verdade verdadeira, não sinto o desejo de guardar, de ler, de observar. De uma maneira ou de outra há a constatação de que não estou caminhando, que não está dando certo. Nem isso aqui está bem explicado.

Mas não poderia ser de outra forma ou colocaria tudo a perder.
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Gide na saleta

O encontro tardio com Gide se dá de maneira tumultuada, quando eu ainda estou sob o estado de choque pela tardia leitura de Beckett. Tardia, tardia, tardia. Sou uma pessoa tardia. Busquei as coisas de forma atabalhoada (?) e agora pago o preço… vil, indigesto, símbolo de fracasso. Símbolos, símbolos, quantos símbolos eu vejo e me mostram minha inoperância (fraqueza mesmo!) diante deles! O mundo é um símbolo (ou vários) e a vida é um símbolo. Sim, reconheço que ainda estou assustado, sob a marca do espanto do elemental que é despejado sobre minha fronte com raros cabelos brancos. Cada instante é um momento sujeito ao espanto, à loucura que se instala, mas não se assume. São as vozes que falam, mas não mostram seus rostos (nem embrulhados em véus). Minha veia aberta esguicha um sangue estranho, como se não fosse o meu. Aliás o sangue não deve mesmo ser unicamente meu??… deve haver uma miscigenação violenta, mas aí já é assunto para os antropólogos. Hoje é o instante, é o momento, é o grito contido, a lâmina que corda o ar, a água que não apaga o fogo, fogo que vence. Fausto. Pena de Fausto. Gide, esse homem que se apresenta a mim, que senta na poltrona em frente à mim. Esse contador de histórias que eu tanto necessito…

Mundo cão

POR QUE UM CADERNO OU UMA AGENDA DE PAPEL RECICLADO CUSTA MAIS CARO DO QUE OS DE PAPEL COMUM? RECICLA E FICA MAIS CARO??

Absoluta falta de estrutura (egos, egos em profusão)

Não se trata absolutamente de chorar o leite derramado ou de não estar “aberto para o novo”. Nada disso. Os funcionários da extinta TVE do Rio de Janeiro, Brasília e Maranhão viram com receio a criação da TV Brasil, assim como foi feita, através de medida provisória. Um ano e meio depois de implantada (e o término oficial da TVE) havia um enorme desconforto entre os antigos funcionários, ora pela forma da invasão feita pelas pessoas de São Paulo, ora pela (nenhuma) experiência no ato de fazer uma televisão de qualidade. Bem verdade que traziam propostas interessantes (como a troca de programas entre o Rio e televisões regionais, a troca da cultura entre os estados bem como uma visão diferenciada de alguns países como os da África por exemplo.

Mas não foi assim que aconteceu. A equipe que chegou era tremendamente agressiva, prepotente (só eles sabiam a verdade) não acreditava no potencial dos funcionários que ‘tocavm’ a TVE há não sei há quantas décadas. E o que fez a TV Brasil de revolucionário? Nada! As mudanças que houveram na programação com documetários e filmes nacionais poderia igualmente ser feita pela TVE desde que orientada para isso. Os meses foram se passando, a guerra de egos dos que chegavam em cargos comissionados de ‘gerentes’ foi aumentando,,, apesar das inúmeras ‘trocas de cadeiras’. Agora vem toda essa bosta no ventilador – ainda que bastante racional e mostrando todas as irregularidades da nova TV – bosta essa tornada pública pelo ex-diretor de programação e conteúdo, Leopoldo Nunes. (E já corre um boato de que alguns gerentes estariam “caindo” – esses que por altos salários, acreditaram que uma televisão publica, poderia chegar assim, de cima para baixo, de afogadilho, por MP).

O que resta saber é se a sociedde organizada, os intelectuais e os produtores de cultura vão entrar nessa luta para ajudar a todos e ao Brasil a possuir e disponibilizar uma verdadeira TV Publica

Como era de esperar, as caminhadas não estão me fazendo nenhum bem. Talvez do ponto de vista teórico de uma medicina fracassada seja excelente, mas a prática…. putz. Aliás, como não ligo para orientações médicas, a caminhada aqui citada é resultado de uma ansiedade renitente, de um desconforto (que esfria a barriga e nos joga como se fôssemos um feto na cama) que nada aplaca. Verdade que doses cavalares de soporíferos talvez melhorassem bastante a coisa, mas, igualmente, não estaria resolvendo nada. Quando penetramos no universo escuro e denso do estupor, muito poucas atitudes nos permitem passar “para o lado de cá”. Aliás, essa é a questão que se coloca: o que é exatamente o lado de cá e o lado de lá…

Bem, por motivos que não devo revelar nesse instante, continuarei esse assunto no meu caderno azul n° B- 9

De novo, a jovem K.

O blog mais sério e mais bem escrito que eu conheço é o Incompletudes, ainda que a autora, a misteriosa e surpreendente K.(astor), tenha toda a suvidade do mundo, escreva quase como uma dolescente prodígio. Não é ainda uma erudita, mas está a caminho de tornar-se. Porque a vida é assim…. para quem pode, é claro… a gente vai, passa a passo, perseverando e conhecendo o mundo (amplamente).

Esse prefácio meloso não é o motivo deste post. Há pouco tempo, a doce donzela fez um “ensaio” sobre a insônia (que eu, particularmente, chamei de ensaio sobre a loucura). Não a loucura dela, mas a que provocou em seus inúmeros leitores. A Dona K. sabe exatamente o domínio que exerce sobre tudo e todos e faz bom uso do que conhece da espécie humana. Recebi uma correspondência inclusive dizendo que, após esse ensaio, o missivista não deitava mais na cama, domia (e babava) em frente ao monitor mesmo sabendo que dona das fotos deveria estar dormindo à sono solto. Ou seja, ela consegue transferir a insônia dela para os outros. Coisas de K. Mas não foi somente essa correspondência que recebi, vieram outras e mais outras. Antes, eu havia prometido a mim mesmo que não tocaria no assunto, mas, cheio de e.mails, resolvi falar: embora seja a pessoa mais sincera que eu conheço, K. é, igualmente, a mais maluca. Uma (das) Helenas pós moderna, incendeia São Paulo com citações, narrações eróticas (ou não|), comentários sobre livros, sobre histórias, lendas e o que mais for aparecendo. Se o ensaio me causou furor? Não. Acho que ela deveria fazer um (ensaio) por dia para tornar São Paulo, definitivamente, insone. Até porque, ainda que, telepaticamente em nossas insônias, fiquemos tomando vinho, discutindo a existência verdadeira de Homero ou não e se Vinícius poderia ter musicado “O Paraíso Perdido” de Milton ou não. Tudo: ou não… Dia desses o sol nasceu (no Rio, é claro porque o astro não conhece São Paulo) por causa de uma frase de Sêneca. Eu dizia que Borges a havia plagiado e ela insistia que não, que fora Bioy Casares. Ou seja, se K. não quer me deixar dormir, quer me enlouquecer com a insônia dela (já não basta a minha??), acho que todos os seus leitores devem participar. Pois é. São esses os delírios o que provocam os ensaios da jovem K.(astor)

Srta.Urtigão (pode?)

Quando a gente se dispõe a escrever qualquer coisa na internet (mesmo essas bobagens do nosso dia a dia) ficamos sujeitos sempre à uma certa comunidade em rede (que, da mesma maneira, não virtual) abundam nossos dias e espaços. Certo dia, vejam só, deparei com um comentário de uma tal Senhorita Urtigão (o nick já diz tudo, né? eh eh). Ela tem umas bobagens escritas num espaço que chama de blog, mas até aí, tudo bem. Cada um faz o que quer e o que pode. Com mais vagar, descobri que nossa “senhorita” é, na verdade, uma senhora entrada em anos (e muitos) que, num surto, isolou-se no campo para falar com duendes, pirilampos, ETs e etc. Pretende misticismo onde só há chatice e vulgaridade. Não sei se ela foi abandonada lá pela família, com suas traquitandas pseudo-místicas ou foi por vontade própria (certamente atendendo “a vozes” que lhe dizem o que fazer). Até aí tudo bem, até porque, de perto ninguém é mesmo normal. Ontem ela deixou um comentário leviano, baixo, sujo, mau caráter, que decidi apagar para não chocar meus três leitores. No final, srta. Urtigão disse que não voltaria ao meu sítio, o que me deu enorme prazer. Adoro quando gente chata diz que não vem mais aqui.


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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

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