Corre

A violência de raios e trovões não diminuem minha visão pessimista do flautista desajustado que mora ao lado (sempre mora ao lado). A percepção de que não há o centro porque estou aqui e “meus lados” são a renúncia e a própria exaltação de verdades e dúvidas. Sou. Sou. Sou? E então baixa o pano com certa violência (veludo vermelho já meio gasto pelo tempo e as disciplinas). Minha tendência é deixar esse tempo um pouco para trás, deixar a corrente que me leva (e eleva), deixar que tudo simplesmente seja. Quem é o flautista? Por que um velho? Por que um velho padre? Não poderia eu mesmo ser um velho padre que caminha por avenidas e ruelas sempre rumo ao norte, ora num veículo, ora marchando? Sou eu… Sou? Como, se está na casa ao lado? Tudo está sempre ao lado e para não perder meu centro, busco um mundo em outra dimensão (sempre eu atrás dos espelhos). E essa dimensão estranha e irreconhecível me trás até aqui como o monge que provou a maçã enfeitiçada. Sou eu mesmo o feitiço do homem de cabeça branca, de barba branca, de dentes amarelados de lentes grossas… Sou eu mesmo esse flautista que rodopia em frente ao espelho de zeros? Como separaram os uns dos zeros? Com que intenção? O que se pretende disso tudo aqui? Uma novelinha piegas? Pois a têm! Templários que ostentam relógios desproporcionalmente grandes. (Como) o Coelho de Alice. Como cheguei a isso, me diga mulher confusa ! ! !

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1 Response to “Corre”


  1. 1 Mr. Almost 02/04/2010 às 17:12

    Geraldo,

    Não sou mulher para poder responder.

    Contudo, acho que você chegou a isso porque caminha sempre com o rumo ao norte.

    Abraço.


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