Sempre Hannah ou Simone?

Entre 4 Paredes” e “A Náusea” são (peça e livro) o lado light de Jean Paul Sartre. Você só perde o chão e todos os referenciais e percebe-se  olhando sua própria imagem num espelho rachado de rodoviária do interior… quando encara os tijolaços “O Ser e o Nada” e “Crítica da Razão Dialética” livros básicos da construção do conceitos filosóficos do Existencialismo. Me falam coisas sobre Camus que eu discordo diametralmente e repilo como verdades absolutas… até porque o mundo não possui verdades absolutas e, muito menos, verdades. Quem lê o Mito de Sísifo de Camus e acha que está lendo filosofia pura é burro, não está entendendo. Existe um conceito linear, uma trama que chegaria ao novelesco não fosse a carga pesada de simbolismo contextualizada no livro.

Nesse aspecto acho que Hannah Arendt foi mais coerente e, por outro lado, menos abrangente no ato de escrever algum filosofia à luz da literatura. Não acho que exista nenhum ‘pecado do lado de cima do Equador’ (rs). A questão é outra, é apenas se desejamos entender ou não o nosso próprio eu, nosso racionalismo que nem sempre é tão barato como parece ao desatento doidivanas, ao leitor que não vau além da literatura sul americana. Tenho a impressão que só conseguimos pensar e agir “racionalmente” exatamente quando ultrapassamos nossas barreiras e nos debruçamos na proposta do outro. Como fez Simone de Beauvoir, por exemplo.

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