O fim da critividade ou os judas do século XXI

Escrevo invariavelmente quando o dia está clareando não exatamente porque minha cabeça “esteja melhor” nesse momento, mas porque olho pela janela o mistério da escuridão que pouco a pouco vai consumindo o ritual do amanhecer. Um rito de passagem. fico me imaginando numa nave espacial observando como o sol vai iluminando outras partes da terra e como os terráqueos chamam o fenômeno óbvio de “passagem de mais um dia”. Essa observação é canhestra de nascença exatamente porque trás em si o paradigma da ancestralidade, porque é regra geral (portanto, ordinária) e serve de parâmetro para os tolos julgamentos que a ignara gosta tanto de exercitar.

Se eu decido dormir quando o sol nasce e acordo quando a noite se aproxima, recebo a alcunha X ou Y. Como se fosse algo diferente, como se meu trabalho não valesse tanto, meu caráter,  como se minha vida inteira estivesse à mercê de um pecado capital. Não se tocam essas pessoas “normais”, (na verdade de má índole, ferinas, mal amadas e, principalmente, não resolvidas em sua sexualidade). Porque são exatamente esses que se percebem como “guardiões das coisas” e do exercício do bem e do mal. Normalmente são seres extremamente agressivos que hoje exercem algum posto de comando (mesmo que irrisório e passageiro), da mesma forma de um capitão-do-mato, um feitor de cento e cinquenta anos atrás. A diferença é que esses “profissionais” de hoje não percebem o que estão fazendo e, muito menos, porque são escolhidos para funções burocráticas e idiotas. Basta lembrar dos judeus que exerciam a guarda nos guetos à serviço dos nazistas e contra seus irmãos.

Mas é evidente que os nazistas de hoje estão muito mais preocupados em exercitar castigos do que em conhecerem minimamente a História.

Não, não estou ácido nem amargo, muito pelo contrário estou em paz, tranquilo comigo mesmo, aguardando que Terra gire mais não sei quantas vezes até que não sobre pedra sobre pedra de tudo o que está estabelecido, contra toda a caretice meio patética que rola por aí. E não é difícil perceber onde estão os juquinhas das boquinhas (com o seu, o meu…). Basta atentar para os produtos que recebemos.

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