Perseguindo Francis

Escrever é uma forma de ler às avessas, Portanto, quando estamos lendo pouco, obviamente escrevemos pouco. Isso porque recebi um e.mail amável reclamando que eu escrevia em média três posts por dia e hoje mal escrevo um por semana. É uma observação verdadeira (pelo menos para as 3 pessoas que frequentam este sítio). Entretanto, tenho escrito mais nos cadernos, que é completamente diferente. Não sei se acontece com alguém, mas em determinados momentos da vida tudo o que se tem a dizer é secretíssimo (rs). São coisas que, publicadas, trarão muita dificuldade, muito transtorno – político inclusive. E se pensam que estou com medo de publicar, eu respondo: sim e não. E é a velha história: o medo não é por quaisquer prejuízos políticos, trabalhistas ou ainda de relacionamento, de amizade… Não, não é nada disso. Mas sempre lembro Paulo Francis falando sobre uma crônica escrita há muito tempo atrás. Essa crônica, publicada num jornal em um momento errado, sem pensar, fez com que Francis perdesse dois grandes amigos, por exemplo. Dizia ele:

“Se o editor do jornal fosse sensível, não publicaria aquilo imediatamente. No dia seguinte me perguntaria se era mesmo aquilo que eu desejava publicar. E à partir de então não entreguei mais um crônica no mesmo dia em que escrevi.”

Hoje em dia tudo mudou… quem publica é a pessoa que escreveu. Toda a responsabilidade é dessa pessoa. Então, diante dessa qustão do ‘SIM’ e do ‘NÃO”, dessa responsabilidade vou avaliando o que é para publicar – tornar público – e o que é muito particular. Por outro lado, a publicação das coisas é meio viciante… na verdade, o que escrevo em particular também está publicado em outros sítios, lugares que não divulgo e muito menos dou o endereço. Tenho certeza de que alguém, encontrando os escritos, imediatamente saberá quem é o autor.

O que passa na cabeça de uma  pessoa é infinitamente maior do que o espaço em seu blog.

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