Amiga humanista

Parece que existem vários tipos de sonos. Alguns são necessários, dão descanso ao corpo, à mente… outros, nada necessários, servem muito mais como fuga de coisas que o espírito não suporta – diz-me uma amiga. Creio que esteja correta, que muita gente dorme muito mais do que necessita, dorme como hiatos de morte numa vida mal vivida. Essa “vida mal vivida” deve ser aquela à que as coisas não correspondem, que a adversidades não são coerentes – ou não completamente aceitas. E não poucas pessoas têm essas experiências com muita freqüência. Ela me fala que existem pessoas mais resistentes e menos resistentes, (que os imbecis chamam fracos), pessoas caem ao terceiro round embora existam as que cairiam somente no milésimo round (se existisse). E, parece, o mundo está cheio desses fracos, que existem mesmo muito mais fracos do que fortes na Humanidade ou a própria Humanidade não existiria mais (todos os fortes se trucidariam). Se os fortes vencerão? Creio que sim, sem dúvida. Uma parábola? Até poderia ser, mas não é. Ao contrário: uma análise fria das relações humanas. Uma análise, na verdade, do que poderia ser a existência, mas não é. Uma utopia, por fim. O que interessa, o que se guarda, são as conversas com pessoas mais sensíveis ao mundo, pessoas que, conversando e pensando, equilibram as matanças silenciosas.

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