O crime dos planos de “saúde”

É um absurdo o que os planos de saúde fazem com os sócios que os sustentam! A pessoa paga anos e anos (na maioria das vezes usando muito pouco ou nada). No final da vida, uma senhora de 81 descobre um câncer. O médico prescreve a quimioterapia que poderá salvá-la (pouco provável), mas que dará um mínimo de qualidade na sobrevida. Tratando de um medicamento de alto custo, o plano de “saúde” não autoriza o tratamento e, questionado cria um inferno kafkaniano onde os parentes são jogados para lá e para cá, de setor em setor, de estado em estado. As explicações são as mais absurdas (“o código X não bateu” – “a culpa é da clínica” – “precisamos analisar com calma”) e outras quinhentas boçalidades. Enquanto isso a paciente piora de forma galopante perdendo peso, sofrendo dores atrozes e o familiar fica desesperado, correndo atrás do seu direito, a pessoa perde a cabeça, não se concentra mais em nada, acaba prejudicando o trabalho, acaba fazendo e dizendo coisas que não devia.

Tudo vai se tornando um círculo vicioso, uma coisa puxa a outra que puxa a outra. Sofre o familiar – impotente, mas sofre muito mais a paciente que além das dores (e muitos outros efeitos colaterais) fica observando a morte se aproximar a passos largos.

É um absurdo, um crime!

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2 Responses to “O crime dos planos de “saúde””


  1. 1 AL 15/10/2008 às 17:41

    Jamais confiei em planos de saúde, tinha a segurança do ambulatório da empresa que sempre nos encaminhava para os melhores médicos. O que é bom dura pouco, fecharam o ambulatório, nos colocaram num plano, dois meses depois, descobri-me com câncer de mama. Por mais que eu queira, não posso reclamar. O plano cobriu todos os exames, cirurgia e os seis meses de quimio. Só não cobria remédios para enjôo.
    Bem… Apesar, continuo não confiando.

  2. 2 Dona Sra. Urtigão 05/10/2008 às 14:01

    Os planos de saude são tambem os responsáveis pelo caos do sistema publico, pois um, o caos é o que promove a busca desenfreada à “segurança ” dos planos. Em um sistema onde não existisse a concorrencia, o sistema unico torna-se bem melhor pois ira atender a todos sem classificação por faixas de renda ( corrupção excluida. Utopia?
    No mais, sempre disse à minha familia que se investissemos mensalmente o valor que paga-se em “planos” , nos casos de real necessidade teriamos como barganhar para um tratamento particular, mesmo que investimentos se fizessem em um mercado bastante instável, desde que a carteira fosse diversificada. Mas prefere-se via de regra buscar a “segurança” de planos que só pretendem eles proprios acumularem capital, uma vez que os valores pagos aos profissionais e ao sistema de atendimento fica no limite da dignidade (ou indignidade).Quem lucra? Quem perde é definitivamente o usuário, em um momento que menos pode perder alguma coisa mais. Coisas de USA/Brasil.


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