Carpeaux dos Trópicos, tristes Trópicos

arte de não dizer. de trancar-se em quarto escuro. em não temer aranhas nem outros bichos. nem um negro gato. possibilidade remota é fazer o homem dizer a verdade frontamentalmente. vejo mais subterfúgios, vejo mais caminhos escorregadios na lama do caráter claudicante. vejo pessoas que se aproveitam, canibais que comem uns aos outros. mas tudo isso é lá, é para além da minha janela. se me encarcerei do mundo? jamais! encarcerei o mundo do lado de fora, o que é completamente diferente. escrever à mão com Carpeaux? com certeza. não me interessam os modos nem os meios, nem o que dizem ou acham. busco alguma coisa mais distanciada, o encontro com determinada pessoa – quase encatada – que não se mostra não por excêntrica, mas por modéstia apesar de todo o seu gigantismo. o que ganho com essa perseguição aparentemente absurda? a chance de liberdade.

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2 Responses to “Carpeaux dos Trópicos, tristes Trópicos”


  1. 1 Tatiana 16/09/2008 às 11:50

    Meu lindo, muitas vezes tenho vontade de encacerar o mundo, mais faço parte de tudo isso de uma maneira ou de outra…

    Bjus de alguém longe que já tem vc no coração.

  2. 2 K. - Incompletudes 16/09/2008 às 9:47

    se me encarcerei do mundo? jamais! encarcerei o mundo do lado de fora, o que é completamente diferente

    Ai G., como eu te entendo neste ponto…

    beijo, espero que esteja bem.

    saudadona

    :)


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