a reviravolta binária

determinados desencontros na vida, muitas vezes, são mais comuns do que encontros. como se pudéssemos entender tal fenômeno, viro-me em todas as direções te buscando. não vejo nada, não encontro nada a não ser essa imagem pálida que vai se apagando no meu retrato de vida. peço ajuda a um e outro, mas pessoas nunca podem fazer nada completamente. sigo mais um ou dois quarteirões do que se chama rua (eu chamo de outra coisa), certo de que pode existir um beco. uma aternativa. mas não. são avenidas largas, tudo muito clean apesar das chuvas e mau tempo generalizado. até esse ‘mau tempo’ parece programado, parece ter sido criado em pixels. não existe entendimento que não seja binário. cada um de nós está muito envolvido com todas as nossas (poucas) coisas para nos atermos a qualquer outra alternativa. dor não existe porque admitir dor é admitir fracasso e ninguém presta-se a isso, porque o mundo é de meia dúzia de bem sucedidos inteligentes e trabalhadores e se não estamos entre eles, parece que não existimos, parece que somos uma proposta incompleta e mesmo nossa momentânea confiança se esvai como areia numa ampulheta mal projetada. pessoas deve fazer projetos, segui-los, concluí-los para depois receberem as benesses relativas a seus méritos. um mundo mais generoso com não-pessoas, com simulações, com holografias. percebe-se apenas o que deseja-se perceber. uma espécie de ordem natural das coisas. imutável para que a vida continue em ordem.

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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

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