Eu observando o fim

Apesar de ter aplicado a dose mais fraca possível, em função da idade avançada da minha mãe, hoje, dia segunda aplicação o oncologista não pôde fazer o procedimento porque minha mãe está completamente debilitada e não suportaria, nesse momento, uma segunda dose. Fico me perguntando o que se faz numa situação dessas: a doença está lá, mais do que diagnosticada, o tratamento, ainda que mais fraco do que o necessário não é suportado pelo corpo debilitado. Tá, e agora? Morre da doença sem tentativas de melhora ou morre pela violência do tratamento? Deve ficar em casa ou ter o conforto (técnico) de um hospital? Com a evolução rápida, como será o fim? Rápido? Lento e doloroso? O que se diz para uma pessoa nesse estado? O que se faz? Sim, a vida é uma possibilidade independente dos nossos desejos. Disso já sabemos. Diante desse paradoxo, apenas observamos como tudo vai acontecendo até o fim.

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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

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