Sobre deus e a vida (nossa)

A outra pessoa é aquela que perdemos nos confins da Criação. não temos contra o que lutar porque as situações foram criadas de uma forma meio inocente… fazemos escolhas sem conhecer tudo… um drible de Deus nessa história toda… como posso casar com uma mulher perfeita para mim – e eu para ela – que nasceu e vive no Nepal e – se eu não encontrá-la… – ela não saberá de mim? mais ou menos por isso eu desdenho deus e creio no escritor que cria seus personagens dando chances iguais a todos… um mundo, uma vida em que, de certa maneira, não temos muitas opções… não pode ser exatamente chamada de vida (nem boa nem ruim)… Afinal… que oportunidades temos realmente? E, sendo a vida, à priori, uma falta de oportunidade generalizada, deixa de ter o conceito literal de vida, mas sim de uma vivência deslocada dentro de uma grande confusão que não entendemos, não participamos. Sim… deus não sabe jogar dados… e se, de fato, somos à sua imagem e semelhança, não sabemos nós igualmente…. quer dizer? a quem pertence a vida que, tolinhos, acreditamos viver? onde termina o quebra-cabeças? Se me incomodo? não exatamente, pelo menos nesse aspecto mais popularesco… busco a alternativa de uma vida de certa maneira metafísica que me proporcione – não nada de fácil -mas a oportunidade de ser minimamente responsável pelo que me acontece, pelo que se me apresenta… enfim, por tudo… já que houve a corrida de espermatozóides em direção ao útero – que é uma outra história…

(retirado de Geraldo Iglesias*)

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1 Response to “Sobre deus e a vida (nossa)”


  1. 1 Dona Sra. Urtigão 14/08/2008 às 14:51

    Sob qualquer perspectiva a partir de nossa condição de observação possivel, reduzida, de humanos, Deus aparece injusto , ou porque não é deus, ou porque não há deus; encontram-se mil análises na filosofia, teologia em outra logias… Nós fazemos as escolhas, entre elas a de em que acreditar. Ou permanecer na duvida e na procura de respostas. Cada lição aprendida nos impulsiona adiante, assim como retrocede até falhas anteriores e que ja pensávamos resolvido.
    A liberdade, não me parece obte-la no encontro com o outro, mas o permitir-se encontrar -se consigo mesmo.
    As suas angustias não são tão particulares assim, acometem vários, em diversas fases da existencia/vivencia. È uma tribo.
    Um abraço.


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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
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