K. além do horizonte

Pretendo do mundo apenas fazer as coisas – boas ou más – apenas mostrar o que deve ser mostrado, o que eu acho que pode chamar a atenção das pessoas para assuntos relevantes. Melhor: gosto de proporcionar coisas diferentes, falas e imagens que levem minha inquietude a outros, outros tantos que, como eu, estão cansados das velhas fórmulas, dos velhos embrulhos da informação. Acho que essa proposta não de adequa a internet ou a televisão, ela é mais própria a livros e debates (não necessariamente acadêmicos). Assim, de vez em quando tenho a impressão de que estou patinhando, chovendo no molhado. Verdade ainda que não foi sempre assim, houveram momentos em que consegui falar o que desejava para as pessoas e recebi respostas dessas pessoas – concordando ou discordando. O tempo traz pasteurização, atravanca idéias e pessoas, expõe ao mundo uma coisa mecanicista, ainda que boa. Imagino que todo mundo espera por algo, acredita que alguém está preparando alguma coisa que mexa com corações e mentes. Essas pessoas que vivem à reboque de alguma mídias apenas deixam de conhecer grandes obras que, de uma forma ou de outra, são material bruto para quem está criando um produto mais palatável. Só não compreendo a expectativa de quem aguarda ‘o mais palatável’. De certa forma, novas mídias e tecnologias criaram uma geração mais preguiçosa intelectualmente, gente que não corre atrás de nada porque sabe que vai receber aquilo tudo mastigado. Ao mesmo tempo, não vejo como reverter um processo que está arraigado e é global. Sento na varanda da vida, observo céus e nuvens, gente que vem e gente que vai. Folheio meus livros, converso com Artur, meu gato (não se choquem, K. conversa com as plantas…) e percebo que esse céu insiste em avermelhar-se com num sinal transcendente. Mas…. e além do horizonte?

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
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