Calar

Esperam do velho apenas a escrita (e lúcida) porque gostam de dar risadas das idéias inverossímeis daquilo que não pode se dar, que ele escreve e é lixo do lixo, produto de esclerose. São vasos entupidos, sangue que não mais flui normalmente, interrupções, ausências sem retorno, visão do fim sem, no entando, se dar conta. É risível um escrito assim. Risíveis seriam todos os escritos, mas somos condescendentes com a novela curta e lógica e jamais com um ajuntamento de palavras que não se encaixam, que não fazem sentido dispostas dessa maneira vã, tosca, como a criança que balbucia…. Não, a criança tem a sua graça, a criança, por si, é perdoável, é criança. Não tratamos disso aqui. Tratamos de outra coisa, de outro mundo, de outra pretensão, falamos da invasão do estranho em terras azuis, desse azul límpido que só os super potentes adentram, como a América. Esse texto me sai confuso porque entremeado com uma conversa com o único amigo verdadeira da turma de vagabundos estagiários que contratei para a ex TVE. Mas isso é outra história – que não cabe aqui. Falava de esclerose e, por sinal, não lembro mais o que ia dizer. Mas, muitas vezes, é melhor calar.

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1 Response to “Calar”


  1. 1 K. 24/04/2008 às 9:57

    Perguntaram de você lá no Incompletudes…rs..

    passa lá e não fique bravo!

    beijosssssssssssss
    saudade


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