Essa dúvida

Não ser bem compreendido não é uma especificidade minha. A maioria das pessoas não são compreendidas em sua totalidade e acho isso muito bom. Falar e fazer coisas que o outro não entende à princípio gera o “motor” da discussão (principalmente ideológica). E, sem discussão não há solução. Não me incomoda em nada exercitar a defesa de minhas opiniões e teorias mesmo quando, ao fim, sou “convencido” de que estava errado. Filosoficamente para mim é indiferente se estou certo ou errado porque é isso mesmo, eu sou um aprendiz. Estou na vida para aprender e bem sei que minha luz se apagará muito antes que eu “aprenda tudo” (se isso fosse possível). Ao contrário do Chacrinha, eu não “vim para confundir” e sim para questionar tudo e todos, principalmente a mim mesmo. Agora, se essa ânsia de aprender e, eventualmente, criar “verdades” não é aceita pelas pessoas do meu entorno, aí é outra história (que também não me interessa em nada). Claro que eu desagrado e muito – simplesmente porque penso. Penso, digo e faço. Acertando algumas vezes e, igualmente, errando em outras. Acho curiosa a vida porque é nessa vida que aprendemos e experimentamos muito embora depois voltemos ao pó. Ou seja: independentemente de se ” a terra me será pesada” ou não, serei um adubo que leu três livros e viu três filmes. Talvez o adubo ao meu lado não tenha passado por essa experiência. Mas, afinal, algum espermatozóide precisava ganhar a corrida, não é verdade? Já repeti aqui milhares de vezes que escrevo o script do meu personagem no palco da vida – que se mistura com o meu EU – e, igualmente, reescrevo esse mesmo roteiro – ou um outro completamente diverso – quantas vezes achar necessárias. E será assim até o final do meu tempo. Sucesso, fracasso, sorte, azar? Simples parte do jogo. Não escolhi especificamente esse jogo – ele é uma espécie de herança que recebi. Então eu jogo. Louco, certo, inseguro, errado, excêntrico ou lá o adjetivo que me preguem às costas… Fazer o quê? Talvez eu seja tudo isso e talvez não. Quem sabe sou apenas uma parte disso? Realmente eu não sei. Mudo de opinião? Mudo. Invento histórias para mim mesmo? Invento. Desisto dessas histórias de vez em quando e reescrevo outras? Sim! Com toda a certeza. Como diz o Lobão, não sou “assepticamente correto”. Nem quero ser e detesto quem é. Idolatro pessoas e desprezo outras. Gosto de macarrão e detesto verduras. E daí? Sim, é verdade que não creio em homeopatia e acredito em alopatia. Sou ateu, mas continuarei sendo nas dores lancinantes, cruciantes do câncer? Talvez sim, talvez não. No fundo eu acho que não existo, eu aconteço.

Anúncios

0 Responses to “Essa dúvida”



  1. Deixe um comentário

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




Ela…

Ela...

Trocas

e-mail



Mini blog



"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

Visite:
wwwgeraldoiglesias.blogspot.com

""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

Do que se gosta?

  • Nenhum

Tempo…

abril 2008
S T Q Q S S D
« mar   maio »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  

%d blogueiros gostam disto: