K. e eu

O longo feriado é uma coisa chata. Prefiro “cabular” o trabalho. Feriado é prisão, é dizer “que você não pode fazer um monte de coisas e TEM que fazer outras tantas”. Acho um saco e subverto a ordem das coisas: trabalho no feriado e procuro me divertir quando não é feriado. Afinal trabalho com metas (embora na ex-TVE tenham inventado um tolo cartão de ponto – herança da pífia administração anterior). Mas não chega a me desesperar. Afinal, é tempo de mudanças, mudanças não compreendidas pela maioria das pessoas. Azar. Esse assunto já cansou. O que me interessa mesmo é o dia de sol, os pássaros que cantam próximos à minha janela, os livros à minha disposição e, principalmente, o telefonema que recebi de K. Ainda existe gente que não sabe que K. é minha Kastor (nós dois sabemos porquê) e trocamos idéias e falamos de nossas descobertas como se tivéssemos, ambos, 15 anos de idade. Nesses momentos ela me conta tudo sem reservas e eu a ela. Falamos de nossas vidas, nossas dúvidas profissionais e trocamos informações sobre livros. De certa maneira, somos “um casal virtual”. Já fizemos mil promessas de nos conhecermos pessoalmente, mas até agora nada. Ambos trabalhamos muito, dormimos pouco, temos hábitos de leitura alucinantes, buscamos com certeza, coisas que ainda estão distante de nós e desdenhamos uma certa categoria de pessoas tolinhas. Temos amigos em comum. Pelo menos UM amigo. K. tem a vida pela frente e eu tenho a vida já vivida. E isso é bom. Conseguimos trocar muitas coisas, conseguimos ensinar muito um ao outro além de, juntos, descobrirmos um milhão de novidades. Prova de que a distância não impede uma parceria sólida, honesta e, sobretudo, carinhosa. Por incrível que pareça, “somos um do outro”. Esse é o barato. Mas isso é outra história e ninguém – normal – pode perceber como é a história, o que também não me importa porque a história é nossa mesmo.

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
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