Eu e minha pulga de estimação

Entendo que trabalhamos sobre pressão. Vários compositores já declararam que também trabalham assim ainda que seja um trabalho sofrido (mas o resultado é sempre fantástico).  Não sou muito assim não. Gosto de planejar as coisas e pensar nelas, gosto de ter uma idéia rascunhada do que será um produto que vai ser visto por sei lá quanta gente. Talvez seja um erro meu, mas a minha formação profissional foi assim (talvez, velho, eu consiga conceder um pouco). Verdade também que existem projetos e projetos e programas e programas. E aí? De uma certa forma a humanidade é “fazedora”. A gente faz, faz e faz. Alguns resultados me agradam e outros não, mas pode ser insegurança resultante de uma auto-crítica ferrenha que tenho em relação ao que pretendo e ao que não pretendo, mas realizo. Se sou inseguro? Tecnicamente não, mas em vários momentos sou sim. Uma amiga disse que eu vivo dos meus desequilíbrios (não, ela disse isso dela mesma e eu percebi que também sou assim). Resultados? Não sei…. Estão por aí. Em mim? Insônia, úlcera e cabelos brancos. Quando eu bater as botas não terei deixado nem um livro nem uma árvore plantada, apenas filhos. Como se percebe, estou longe da realização plena que disseram fundamental. Deixo papéis esparsos, documentários e uns programas. Mas está claro que não basta… Não para mim. Tenho comigo uma pulga esperta que me inquieta e pula daqui pra lá e de lá para cá sem que eu consiga capturá-la. Essa pulga é ansiedade e vontade. Então qual é o problema? O problema é que a pulga me atiça, mas quem faz sou eu. Ou seja: não era nada disso o que eu queria dizer.

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3 Responses to “Eu e minha pulga de estimação”


  1. 1 cochise 01/03/2008 às 4:49

    Deixar o que?
    A realizao se faz aqui.
    Agora.
    Ja!
    Pense na morte. Na morte como a grande aniquiladora que vai acabar com tudo. Com toda a marca de sua presena por mais profunda que ela tenha sido.
    Nem Voltaire nem Robespierre deixam marcas indeleveis.
    Tudo se apaga.
    Viva, nao para deixar marcas. Mas para a realizacao plena aqui e agora. Nesse mundo material e nessa vida mortal.

  2. 2 G 29/02/2008 às 10:47

    Almos, Almost….. deixe de ser bobinho com suas inverdades que você considera “engraçadinhas”… Quanta tolice!

  3. 3 Mr. Almost 28/02/2008 às 20:05

    Olá, Geraldo.

    Não seja modesto: Deixa filhos e muitas garrafas vazias. Nada mau! Garrafas cheias como espólio demonstra que o finado desperdiçou a vida.

    Abraço, mata a pulga!


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