Cadernos Quadriculados de Paul Auster

Sou uma pessoa cheia de manias. Uma delas são os cadernos quadriculados e de capa dura (dificílimos de encontrar). Não sei porque esta preferência pelo quadriculado ao invés da pauta comum. Igualmente, as capas dos meus cadernos são de cor vinho ou azul escuro (preferência pelo azul). Neles que venho anotando e rascunhando todas as coisas que me passam na cabeça. Gosto de blocos também. Gosto de papelaria. Claro que hoje em dia não vivo mais sem meu computador, mas minha relação táctil com o papel não diminuiu em nada. Nas horas ociosas em que estou no trabalho, arranjo folhas avulsas e escrevo, escrevo e escrevo. Nos bares faço isso em guardanapos e diariamente ao chegar em casa, tenho que esvaziar bolsas e bolsos, reler tudo o que foi anotado e avaliar o que vale à pena ser guardado ou o que merece uma boa cesta de lixo. O que me interessa, transcrevo para os cadernos ou, simplesmente, colo as folhas num caderno ou bloco. Tenho a firme impressão de que tudo meu é muito desorganizado. É bem verdade que quando eu morrer vai tudo para o lixo, mas se eu tivesse sido uma pessoa famosa e quisessem escrever uma biografia….coitados….rs. Não sei onde enfiei nem a escritura definitiva da casa em que móro. Não faço muita questão de dinheiro não, só para meu básico meio espartano, mas uma coisa que eu tenho como sonho de consumo (irrealizável) seria ter alguém que me secretariasse rs. Eu gosto de rabiscar papéis e não de organizá-los. E a situação só não é dramática porque eu tenho há milênios uma faxineira maravilhosa, que eu tenho como a uma mãe. Ela é que mais ou menos arruma as coisas para mim, ela é que cuida das minhas roupas e “acha” papéis e um milhão de coisinhas que vou perdendo durante a semana. Não fosse ela e sua diligência comigo, minha casa seria simplesmente impenetrável. Tudo isso para dizer que gosto de cadernos quadriculados (assunto que não deve interessar a ninguém). Mas fiquem atentos: longe de estar querendo me comparar a ele ( ah ah ah), Paul Auster só escreve em cadernos quadriculados.

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2 Responses to “Cadernos Quadriculados de Paul Auster”


  1. 1 Ronaldo 06/03/2010 às 16:25

    Engraçado como escolhemos belos e caros cadernos para nossas anotações, depois garimpanos o que merece ser anotado e digitado no PC, e na hora de imprimir as ideias no papel, todas vão para a vulgaridade do sulfite..rss.
    Também tenho a mesma mania/loucura por itens de papelaria, indo dos cadernos quadriculados aos sem pauta e pra não ser pior…tem de ter lombada quadrada. Anoto tudo: filmes, livros, CDs, listas das musicas que ouvi ou lembrei no dia.
    As vezes fico olhando os adolescentes de hoje e imaginando se eles fazem ou não suas anotaçãoes diarias e que tipo de letra teriam já que hoje o idioma que reina é o Internetês (ex. VC, TB, bjs); outras vezes acho que ninguem mais escreve nada em papel.
    Penso que pelo menos temos uma vantagem: em caso de apagão, o papel e a caneta ainda vão funcionar a luz de velas e nunca aparecerá a temida tela azul do Windows em nossos cadernos…hahaha.
    um grande abraço.
    Ronaldo


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