Arquivo para a categoria 'Puto da vida'

A eterna patrulha dos idiotas on line

Eu não posso negar que fico completamente bestificado com uns poucos comentários que fazem por aqui e igualmente os muitos e.mails que me mandam. Às vezes dá uma vontade imensa de não dizer mais nada, não escrever mais nada ou, pelo menos, não de uma forma pública. Dia a dia, ano a ano eu vou me conscientizando que os leitores e autores de blogs seguem um padrão, uma regra, um paradigma. Existem os que escrevem críticas a tudo e todos, os que comentam literatura, os que são simpáticos e tornam-se “adoráveis para todos”, os que escrevem poesias, os que publicam fotos interessantes (ou não) e assim por diante. Mas existe sempre um padrão a ser seguido. Quando você escreve alguma coisa sua… uma opinião, um sentimento, uma certeza (ainda que errada), quando você publica qualquer coisa que não se encaixe no previsível, é um inferno. Primeiro as pessoas deixam de te ler. Em seguida te visitam muito esporadicamente para fazer críticas contundentes, para dizer que você está completamente errado, que você não sabe de nada, para te chamar de idiota, para dizer que sentem ‘muita pena’ de você e ainda assim, num rasgo magnânimo, desejar “Boa sorte”.

São as patrulhas que se espraiam por aqui. Você tem que escrever coisas “permitidas”… coisas “possíveis”. Você pode xingar a mãe de quem quiser, você pode perseguir artistas e políticos, pode se pavonear… Existe um universo que é permitido. Dentro desse universo você pode escolher seus temas prediletos e ir em frente que será sempre bem aceito. Agora não ouse falar do desconhecido, falar coisas íntimas levando-as à sério, nem ”ser petulante” em afirmar coisas que não sejam convencionais porque aí, meu caro…. aí esse universo meio babaca que dão o nome ainda mais babaca de blogosfera vai te crucificar, vai te disser tudo o que se diria a um cão sarnento se ele entendesse (aliás, acreditam que esses cães entendam mais do que você).

É só isso: se você tem ou pretende ter um blog conheça bem as regras estabelecidas e escreva somente pelo que é aceito, estabelecido. Não tente explicar uma particularidade… diferente, uma discordância fora dos padrões.

A maioria dos autores de blogs são patrulheiros de uma sociedade em rede que pretendem regrada, justa, seguidora de todos os dogmas que trazem dos berços – pouco importando se aqui deveria ser um território livre ou não para exposição de opiniões. Bah! (dedo na garganta)

Calma, minha jovem K. não é uma imitação do seu….é uma imitação BARATA do seu.

O crime dos planos de “saúde”

É um absurdo o que os planos de saúde fazem com os sócios que os sustentam! A pessoa paga anos e anos (na maioria das vezes usando muito pouco ou nada). No final da vida, uma senhora de 81 descobre um câncer. O médico prescreve a quimioterapia que poderá salvá-la (pouco provável), mas que dará um mínimo de qualidade na sobrevida. Tratando de um medicamento de alto custo, o plano de “saúde” não autoriza o tratamento e, questionado cria um inferno kafkaniano onde os parentes são jogados para lá e para cá, de setor em setor, de estado em estado. As explicações são as mais absurdas (“o código X não bateu” – “a culpa é da clínica” – “precisamos analisar com calma”) e outras quinhentas boçalidades. Enquanto isso a paciente piora de forma galopante perdendo peso, sofrendo dores atrozes e o familiar fica desesperado, correndo atrás do seu direito, a pessoa perde a cabeça, não se concentra mais em nada, acaba prejudicando o trabalho, acaba fazendo e dizendo coisas que não devia.

Tudo vai se tornando um círculo vicioso, uma coisa puxa a outra que puxa a outra. Sofre o familiar – impotente, mas sofre muito mais a paciente que além das dores (e muitos outros efeitos colaterais) fica observando a morte se aproximar a passos largos.

É um absurdo, um crime!

Governo Lula cria leis para “os outros”

“Presidente afirma que decreto que proíbe fumo no Planalto não vale em sua sala. Fumando cigarrilha durante a entrevista concedida no Palácio do Planalto, Lula afirma que “na minha [sala], sou eu que mando”. “Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado.” Essa foi a resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ser indagado qual a sua opinião sobre o projeto federal que proíbe o fumo em lugares fechados, a exemplo do que foi proposto pelo governador José Serra (PSDB), na semana passada.” (retirado ex-blog Cesar Maia)

Pois então. Dia desses li um artigo interessante no jornal O Globo mostrando como os governos vão paulatinamente e à sorrelfa criando regras inconstitucionais e cerceando os direitos individuais das pessoas. A proibição do uso do cigarro em restaurantes dá bem a medida de como estamos sendo tutelados. Está evidente que não tenho o direito de fumar ao lado de quem não fume, ainda mais se considerarmos que estando próximo ao fumante, a outra pessoa torna-se igualmente fumante passiva. Mas a lei talvez fosse mais correta obrigando a que esses estabelecimentos criassem áreas distintas para o gosto de cada um. Ou uma outra possibilidade: determinado comerciante tem uma clientela de 80% de fumantes de 20% de não fumantes. Por que esse mesmo comerciante não tem o direito de abdicar dos 20% dos clientes fumantes e preferir ficar com os 80% fumantes? Por que? A proibição de área para fumódromos nas empresas ocasionam o quê? Menor produtividade, visto que a pessoa viciada, larga o trabalho, espera um elevador, vai fumar na rua e volta. Isso várias vezes ao dia!

O mesmo se dá com essa draconiana lei que proíbe que o motorista beba um gole de cerveja: “Os índices de acidentes caíram brutalmente” – gritarão os afoitos. Não é verdade. O índice de acidentes diminuiu porque a fiscalização aumentou! Se a fiscalização continuasse pífia como antes, não diminuiriam em nada os acidentes automobilísticos. E, se já existia lei regulamentando o uso de bebidas alcoólicas anteriormente, porque a fiscalização severa de hoje não era exercida anteriormente?

O comerciante de beira de estrada proibido de vender bebidas alcoólicas foi ele próprio o único prejudicado porque muitas pessoas já entram na estrada após beberem e, se o desejarem mesmo, entram em qualquer lugarejo de beira de estrada e bebem o que bem entenderem.

Proibem anúncios de cigarros e bebidas (esta, até determinado horário) como se isso, de fato, mudasse alguma coisa. Está provado que não muda! Quem quer, começa a fumar sim, começa e a beber sim, etc. Mas o governo se intromete no setor de propagandas, causa prejuízos e tutela cidadãos como se fossem todos débeis mentais que não pudessem fazer suas escolhas.

Uma pessoa portando pequena quantidade de droga ilícita para uso próprio é severamente castigada, vai para a cadeia, é humilhada e, certamente, espancada (por agentes ou outros presidiários). Os criminosos de colarinho branco (apesar do show das algemas) ficam algumas horas ou poucos dias detidos e são liberados depois (e ainda cria-se lei proibindo que sejam algemados(!) – algema só para negro favelado!)

Mas não devemos nos enganar. O Brasil (e outros países) continuam macaquitos dos Estados Unidos reafirmando que o que é bom para eles é bom para nós. Interessante lembrar que continuam fumando nos EUA como sempre fumaram, bebendo como sempre beberam. Por um motivo simples: O cidadão escolhe seu caminho, seus hábitos, seus vícios. É humano – isso nunca mudou ou mudará.

Em contrapartida o governo é completamente incapaz (nem de longe) de, minimamente, disponibilizar à população (que paga altíssimos impostos – os maiores do mundo!) o direito à Saúde, Educação, Segurança, Saneamento e outros!)

TRATAMENTO AO CÂNCER TERMINAL A GEAPE NEGA TRATAMENTO POR QUIMIOTERAPIA!

HÁ POUCOS DIAS CONTEI AQUI QUE MINHA MÃE, COM 81 ANOS, ESTÁ COM CÂNCER NO PULMÃO – NÃO OPERÁVEL DEVIDO À SUA IDADE. - O MÉDICO PROVIDENCIOU UMA SERÉRIE DE QUIMIOTERAPIAS PARA TENTAR SALVÁ-LA OU MINIMIZAR SEU SOFRIMENTO.

PARA MINHA SURPRESA, SOUBE HOJE DO SEGUINTE: O PLANO DE SAÚDE A QUE ELA É SUBMETIDA (COMO FUNCIONÁRIA PÚBLICA APOSENTADA), A GEAPE, PAGOU TODOS OS EXAMES PARA A CONSTATAÇÃO DO CÂNCER OU NÃO. POR FIM, ELE FOI CONSTATADO, O MÉDICO PRESCREVEU A QUIMIOTERAPIA E – SUPRESA! – A GEAPE NÃO AUTORIZOU!

Tosse

A tosse é uma espécie de descarrego involuntário da alma. Tossimos para não nos envenenarmos, para não nos contaminarmos, para afastar a morte. Tossimos ainda como forma de xingamento a todos os chatos que circulam à nossa volta (e como tem gente chata!), como xingamento à todos os corpos estranhos que nos invadem (não só micróbios, mas, principalmente, pessoas). Tossimos para adiar a morte por um dia ou dois, para reafirmar cansaço existencial e saco cheio diário. Por fim, tossimos como forma de reinvenção e reconstrução.

Resistência

Um movimento inteiro deixado de lado. Essa a realidade que me dói, constrange diante do inevitável passar desse tempo de nuvens carregadas, dessa impossibilidade frugal, enfrentamento e tentativa de destruição ao quiosque coberto de palha seca numa ilha paradisíaca. Por outra, uma certa visão do mal, do desastre que não se anunciou, da mudança radical tomada emprestada de uma visão deformada e deformante da filosofia barata. Aparente fim de jogo, aparente tentativa de desmobilizar o que é, o que construímos em tão poucas gerações… Sou esses pensamentos insanos que tomam corações e mentes frente às nuvens negras que prenunciam um tipo de morte não anunciada.

Caminho por ruas conhecidas, eu mesmo com uma visão desconhecida, de estranhamento diante de um certo lamaçal orgânico que destruí já na minha juventude e agora reaparece como um fantasma que se pretende assustador, mas é apenas uma pálida tentativa de retornar ao anteriormente restabelecido que todos nós, ainda muito jovens, atiramos na lixeira da História.

O que se busca então é a retomada das conquistas e a manutenção do lixo nos aterros. O que buscamos é a revolta diante de tantos políticos corruptos, da polícia corrupta e assassina, da fome, da falta da Educação e da Saúde para esse povo pobre e sofrido. Somos o que restou da guerra suja, somos a Resistência última, a tentativa matuta de reinventar um passado de lutas já inventadas. Deveríamos ser as sentinelas atentas contra tudo o que de execrável insiste em reaparecer, retomar. Somos a semente da mostarda, o filho pródigo que se recusa a crescer numa sociedade fútil e vagabunda.

O Fim do Rio de Janeiro

Sou espectador de um circo de horrores na cidade do Rio. Grupos armados, bandidos, arrastões, milícias tão perigosas quanto facínoras. Há um enorme desgoverno, uma enorme desconsideração com a população carioca bem como os turistas que buscam por aqui alguma paz. Há risco de sair à rua de dia ou de noite, de entrar em bancos, de tudo. Balas perdidas zunem ao nosso redor a qualquer hora, em qualquer bairro. Um descalabro. Uma vergonha o Rio de Janeiro com seu povo camarada, sua gente amena 

Sempre o Imposto de Renda!

A noite e madrugada de sexta feira tinham sido interessantes, muito papo descontraído, muita gente rindo e brincando como se o mundo fosse acabar ali ou se já estivéssemos num Paraíso Terreno. Nada de grandiloqüente, mas dessas coisas comezinhas da vida que, tão simples, nos enchem de alegria. Na volta para casa olho minha caixa de correio: duas cartas que, à princípio me pareciam extratos do Banco do Brasil. Abertas me deram vários socos no estômago: mais uma vez, o famigerado Imposto de Renda me cobrando onze mil reais a serem pagos em, no máximo, três dias. Onze mil reais! Agora de onde se tira onze mil reais quando você é um brasileirinho mal pago, desses que vive de salário contado e cumpre todas as suas obrigações?! As cartas não são explicativas, dizem que você pague ou procure uma agência da receita federal (o que já fiz no passado) e eles, com profunda leniência e má vontade afirmam que você está errado, que você é sonegador, que você não presta, que você é bandido e pária da sociedade, que você está lesando os cofres da sacrossanta ordem de um país onde não existem ladrões. Corro a olhar as declarações do ano que eles cobram e tudo me parece direito, em ordem, sem rasuras ou qualquer inverdade! Converso com algumas pessoas e todas – algumas já passaram por isso – me dizem que não tem solução, que v tem que ir lá e pagar, mesmo que façam uma espécie de crediário, que parcelem, mas você tem que pagar! Olho novamente toda a papelada. Deus! Parece tudo tão certo, números e valores correspondentes, cálculos que são feitos on line, que o próprio programa da receita disponibiza na internet!

Repito, já fui lá uma vez e não souberam me explicar nada, são uma bestas! Te tratam mal, como a um ladrão safado (como se todos os empresários e políticos e todos os ricaços não dessem um “jeito” de dar a volta por cima!) E Falam de 2003 (!), cinco anos atrás quando eu não lembro nem o que almocei há dois dias! É um absurdo: descontam no teu pagamento mensalmente uma quantia (alta) de imposto de renda. No final do ano te mandam pagar mais ( e você paga!) e depois, cinco anos depois te mandam uma fatura de onze mil reais! E se eles realmente analizaram tuas declarações e comprovantes, sabem muito bem que você não dispõe de onze mil reais, que não dispõe de merda nenhuma porque você é um borra botas, um mero assaliadozinho que se equilibra pra pagar os cartões de crédito (que gastou em refeições). Olha…. ser brasileiro realmente é qualquer nota ( e nota preta!)

Vontade de dormir

Uma confusão dos diabos. Confusão tola, dessas que não têm razão de ser, mas ficam ali, perniciosas. Muito difícil fazer pessoas entenderem mudanças radicais, pessoas resistem, insistem num modelo antigo trocando apenas o discurso. Dizeres desnecessários, conversas paralelas. Eu odeio falar, sempre rezo para que as pessoas entendam rapidamente o que estou dizendo. Em alguns momentos da vida, encontro essas pessoas abençoadas, em outros não - e aí me dão uma canseira danada. É gente incapacitada e problemática que by passa etapas, gente que que não tem noção onde está metida (o tamanho da responsabilidade)… uma coisa de “comadres”, mais parece chá de panela… Eu fico olhando aquilo tudo, vendo as pontas todas frouxas, o não entendimento amplo…. enfim…. eu me recuso a administrar pessoas.

Crimes hediondos e blogs fúteis

Tenho, nesses tempos de pressa uma dívida com os outros blogues: não tenho lido nada. Hoje li um deles em que sou citado. Mal citado, bem entendido. Realmente não me interessa porque essas coisas estão aquém das minhas prioridades. Não é à toa que inúmeras pesquisas apontam o Brasil como o país com piores blogs de todos os tempos. Escreve-se mal. Fala-se mal da vida alheia. Calunia-se. Defende-se mulheres de outro continente na esperança vã de uma trepadinha num futuro (quem sabe?). Realmente é tudo verdade. Trata-se de um bando de candinhas mal amadas (homens e mulheres que não têm o que fazer). Enfim…

Sou contra a precipitação no julgamento de atitudes e, principalmente, de pessoas. Evidente que as coisas devem caminhar a seu tempo, que devem ser feitas todas as investigações e recolhimento de provas e, em caso de dúvida, pressupõe-se a inocência do acusado. Todos são inocentes até que prove o contrário. Consciente de todas essas regras óbvias da sociedade democrática, fico me perguntando sobre o assassinato da menina em São Paulo. Certo, pai e madrasta negam o crime. O avô diz que “entregaria” o filho se o achasse culpado. Será mesmo? A imprensa faz um circo diante da notícia (como se não estivesse acontecendo mais nada no Brasil e no mundo!). Mas, ok, então, depois de mais de 50 depoimentos recolhidos, de perícias e mais perícias, o que pode ter ocorrido de verdade? O pai deixou a menina dormindo na cama e voltou para buscar as outras crianças e a mulher que ficaram no carro. Trancou a porta do apartamento antes de sair. Retornou rapidamente e a menina tinha sido esganada, a grade da janela cortada e seu corpo estava no chão, seis andares abaixo. Não houve arrombamento no apartamento, não houve roubo nem estupro. O que aconteceu então? Enquanto o pai voltava ao térreo um bandido, munido da chave do apartamento entrou, cortou a grade, apertou o pescoço da menina e jogou-a? Por que? Para quê? Marginais invadem apartamentos para roubar e estuprar, não é isso? Nada disso aconteceu. Deixa eu entender e repetir: um facínora estava escondido no andar em que a menina morava, possuía chave do imóvel ou era rapidíssimo em abrir fechaduras sem deixar marcas de arrombamento, entrou, bateu na menina (sangue pra todo lado), cortou a grade da janela e, satisfeito, foi embora? Assim? Dessa maneira? O único objetivo desse monstro era esse? Matou a menina para “ajustar contas” ou por “queima de arquivo”??? Por que? Por que?

De qualquer forma, quem fez isso é um monstro. Quem fez isso não tem sequer direito à vida e muito menos à liberdade. Se houve cúmplice, idem, idem. Quanto tempo mais a polícia vai levar para concluir o inquérito?? E a justiça? Quanto tempo? E qual será o resultado? Que pena (penas) será aplicada? Contra os que dizem que a sociedade está focada nesse caso (enquanto outros, similares, acontecem freqüentemente no país) a resposta é óbvia. É um caso emblemático e todo o cidadão se coloca na posição de mãe e da criança. Esse crime hediondo recria o pânico em que vivemos. Até quando?

As mentiras do poder

Ainda busco em meus sonhos alucinados motivos para os acontecimentos factuais à minha volta. Não encontro. Não encontro nenhum tipo de justificativa, de explicação, de racionalização. Vem tudo embrulhado em papel jornal, com grandes manchetes como se houvessem grandes descobertas. Não há nada. Escrevem por escrever, dizem por dizer, afirmam sem certeza. É mentiroso o número de vítimas fatais por dengue. É mentira que a violência ou a fome tenham diminuído. Trata-se ainda de um país que engatinha, um país sem opinião, sem reação. Todas as manchetes falam em CPIs, em meninas atiradas pelas janelas ou em meninos arrastados por automóveis. E se comenta cada um dos casos isoladamente de forma a confundir, de forma a que não se tenha uma visão maior, global da história toda. É a certeza da impunidade, o aviltante conceito dos votos de cabresto e todas as maracutaias que governo atrás de governo promovem e cultuam. Fala-se tanto de um país melhor, mas devem ser ouvidos os cidadãos desse país e não as autoridades (corruptas) ou a imprensa (chinfrim). Gente. Eu queria ver gente falando, gente falando a verdade e não esses miseráveis transportados em ônibus partidários que recebem um sanduíche vagabundo e um copo de suco de nada para aplaudirem qualquer coisa. Promover uma radiografia tosca de uma sociedade onde até a classe média “embarca” (sim, porque se acham o máximo e embarcam!) é tentar jogar areia nos olhos de todos. Procure matricular uma criança em escola pública, procure assistência num hospital público, calcule quanto você paga em impostos embutidos ou assumidos. Perceba a brutalidade boçal da discussão sobre as pesquisas com células-tronco, perceba o racismo, a homofobia, os salários defasados a carência de cultura e de um mínimo de informação verdadeira, coerente. Procure! Perceba como o país anda para trás sempre, perceba que os governos todos se dizem “para o povo” e nenhum de fato tem a preocupação social que deveria ter. Sim, temos que falar de fatos isolados, mas precisamos, antes de tudo, perceber com clareza o tipo de vida que levamos realmente e não o da propaganda enganosa que nos enfiam goela abaixo.

VERGONHA

Não há mais o que escrever sobre a escandalosa epidemia de dengue no Rio de Janeiro. É uma vergonha. Governos municipais, estaduais e federal completamente acéfalos, completamente irresponsáveis. São verdadeiros assassinos! Todos os jornais, todos os editorialistas já escreveram tudo, não há nada mais a acrescentar. Só ojeriza pelos políticos. TODOS!

Extermínio Permitido

A situação na China e Tibet é insustentável. Americanos com seu poderoso exército deveriam estar lá numa missão de paz antes que chineses exterminem tibetanos, mas claro, o presidente preocupa-se apenas com o Iraque e não quer mexer na parceria com a China e seus produtos baratos. E onde estão todas as ONGs de Direitos Humanos e tal (só servem para abraçar árvores e lagoas? Para recuperar corpos de revoluções passadas?) Que mundo, que gente sórdida!

OBS: SAIU ROMANCE INÉDITO DE PAULO FRANCIS!

Dengue, incompetência dos políticos!

Chuva só em “Águas de Março” do Tom. Chuva é insuportável (porra não estou em Sampa!). Mas deixa pra lá. Todo mundo preocupado com a epidemia da dengue que os governos municipais, estaduais e o federal negam-se a assumir. Queria ver o Lula com dengue hemorrágica (ele e todos os governantes relapsos). Está morrendo muita gente no Brasil todo, principalmente no Rio de Janeiro. Cesar Maia, o Alcaide, não faz nada e, após esse mandato que finda, desaparecerá de vez dos anais da história política. Mas não é isso o que interessa, o que importa são as pessoas morrendo (mais de 60% crianças!). Agora vem o Tinhorão dizendo que vai fazer e acontecer. Otário. Os políticos (pelo menos no Brasil) são escória, são vagabundos e, quando podem, larápios. As forças internacionais envolvidas com epidemias (como os Médicos sem Fronteiras) deveriam invadir e dominar o Brasil que só tem “gestoresincompetentes!

Assim não dá! II

Faço um esforço incrível para não socar a cara de determinadas pessoas. Definitivamente, essas pessoas são tão boçais, tão idiotas, que nenhuma conversa, nenhuma explicação resolve. É inacreditável e inadmissível a resistência ao novo. Como realizar a proposta nova se a mão de obra é velha, podre, carcomida, viúvas negras de administrações anteriores, quando a idiotice imperava, a prepotência burra e velha (e sabe-se lá mais o quê) prevaleciam? Por que insistem em ir contra, atrapalhar, inviabilizar, jogar uns contra os outros?! Assim não dá!


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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

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