Eu não posso negar que fico completamente bestificado com uns poucos comentários que fazem por aqui e igualmente os muitos e.mails que me mandam. Às vezes dá uma vontade imensa de não dizer mais nada, não escrever mais nada ou, pelo menos, não de uma forma pública. Dia a dia, ano a ano eu vou me conscientizando que os leitores e autores de blogs seguem um padrão, uma regra, um paradigma. Existem os que escrevem críticas a tudo e todos, os que comentam literatura, os que são simpáticos e tornam-se “adoráveis para todos”, os que escrevem poesias, os que publicam fotos interessantes (ou não) e assim por diante. Mas existe sempre um padrão a ser seguido. Quando você escreve alguma coisa sua… uma opinião, um sentimento, uma certeza (ainda que errada), quando você publica qualquer coisa que não se encaixe no previsível, é um inferno. Primeiro as pessoas deixam de te ler. Em seguida te visitam muito esporadicamente para fazer críticas contundentes, para dizer que você está completamente errado, que você não sabe de nada, para te chamar de idiota, para dizer que sentem ‘muita pena’ de você e ainda assim, num rasgo magnânimo, desejar “Boa sorte”.
São as patrulhas que se espraiam por aqui. Você tem que escrever coisas “permitidas”… coisas “possíveis”. Você pode xingar a mãe de quem quiser, você pode perseguir artistas e políticos, pode se pavonear… Existe um universo que é permitido. Dentro desse universo você pode escolher seus temas prediletos e ir em frente que será sempre bem aceito. Agora não ouse falar do desconhecido, falar coisas íntimas levando-as à sério, nem ”ser petulante” em afirmar coisas que não sejam convencionais porque aí, meu caro…. aí esse universo meio babaca que dão o nome ainda mais babaca de blogosfera vai te crucificar, vai te disser tudo o que se diria a um cão sarnento se ele entendesse (aliás, acreditam que esses cães entendam mais do que você).
É só isso: se você tem ou pretende ter um blog conheça bem as regras estabelecidas e escreva somente pelo que é aceito, estabelecido. Não tente explicar uma particularidade… diferente, uma discordância fora dos padrões.

Disseram