A grande verdade é que desperdicei tempo demais. Quanto tempo mais nós poderíamos ter estado juntos se eu permitisse. Quanto consolo nos daríamos mutuamente. Quantas tardes e noites maravilhosos… E eu fiz tudo errado… Eu nunca imaginei que minha mãe me faria tanta falta.
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A última (ou uma das últimas) músicas que ouvimos os dois aqui em casa…. Ela gostava dele por amor a mim…. porque eu gosto dele… Nossa, quanto amor….
Vida Breve sim!…Pra ela… Uma vez é Muito Pouco
Publicado 25/12/2008 leveza do ser , mãe , viver não é preciso Deixar um Comentário
Eu canto pra você…. acho é minha catarse, faz parte do meu show..rs

Pra você, tá?
MINHA MÃE FALECEU NOS MEUS BRAÇOS ÀS QUATRO HORAS DA MADRUGADA DO DIA DEZOITO DE DEZEMBRO DE 2008.
EU SÓ POSSO AGRADECER A TODOS, TODOS OS AMIGOS – E QUANTOS E QUANTOS AMIGOS! – POR TODO O CARINHO E CONFORTO QUE ME PROPORCIONARAM.
MUITO, MUTÍSSIMO OBRIGADO
Fico me perguntando qual o pior tipo de degeneração. A do corpo ou a da mente. Ou do espírito, de preferirmos. O apodrecimento das carnes em vida, esse processo lento e contínuo que faz as pessoas perderem todas as forças, não conseguirem mais manterem-se em pé, que acaba afetando também o raciocínio e a capacidade cognitiva. São em pequenos passos que os vermes se espalham, não exatamente matando como uma bala de revólver, mas como quem instila poucas gotas de um veneno diariamente. Pessoas que já não caminho, que perdem a cor, tirnam-se assustadoramente macilentas, olhos fundos que nos observam como quem diz que (já) sabe tudo. Da vida e da morte próxima. E, finalmente, a angústia da impotência. Da simplesmente impossibilidade humana de interferir, de alterar, desviar o caminho de um simples verme! De como todas as técnicas, todo o avanço científico… de como tudo se reduz a nada! As religiões (sempre apaguaziguadoras) nos dizem da vida e da morte. Nos dizem da vida após a morte. Só não falam da impotência de deus sobre o apodrecimento em vida. Afinal, a inacreditável impossibilidade humana…
Nesse momento, minha única preocupação é o tempo. O tempo para chegar a crise final. Olho seus olhos opacos, sua tez acinzentada, seus cabelos muito ralos e de uma cor indescritível. Olho as coisas ao seu redor e me pergunto como resolverei tudo. Não, não serei eu, serão os outros que vão ter que dar um jeito nas coisas. Seu olhar demonstra insegurança, medo e, ao mesmo tempo, resignação. Fala de um futuro em que não acredita. De uma vida que sabe distante. Procuro aparentar naturalidade e sei que não consigo. Está preocupada com os papéis para a cremação e contraponho que é momento para pensarmos em vida, em cura, jamais em morte. Mas sei que ela está certa e eu, falso. Fica me olhando e rindo por dentro de todas as esperanças mentirosas que escapam pela minha boca envergonhada. Língua envergonhada. Vergonha da minha impotência, da impotência de tudo e todos, inclusive de um deus que desejaram me fazer crer sem nenhum sucesso. Agora mais ainda. Os minutos se arrastam, não tenho o que dizer. Sinto a necessidade de estar dopado de alguma coisa, qualquer coisa porque acho a realidade dura demais. A realidade que todos passam, uns com mais firmeza, outros com menos. A realidade estúpida por deixar de ser. Como reconhecer com estoicismo a realidade do “não ser”? Imprecisão. Tempo. Quanto? Como será? Lenta ou breve? Suave ou doída? Se doída, por que? Já não bastam as dores de uma vida? Vou lá fora fumar um cigarro. Depois outro. E outro. Coca Cola (a cachaça fica para outra hora). Olhamos um para o outro e sorrimos internamente das nossas tristes mentiras. Da nossa incapacidade de falar. De nos abraçarmos. De chorarmos. Não. Falamos sobre bobagens, sobre eleições, sobre o calor que faz lá fora. Falamos do que não é. Do irrelevante. Os minutos se arrastam e três horas depois preciso sair, não suporto mais, preciso da minha sovina e covarde solidão. O tempo.
O crime dos planos de “saúde”
Publicado 01/10/2008 O pânico , Puto da vida , crime! , morte , mãe 2 ComentáriosÉ um absurdo o que os planos de saúde fazem com os sócios que os sustentam! A pessoa paga anos e anos (na maioria das vezes usando muito pouco ou nada). No final da vida, uma senhora de 81 descobre um câncer. O médico prescreve a quimioterapia que poderá salvá-la (pouco provável), mas que dará um mínimo de qualidade na sobrevida. Tratando de um medicamento de alto custo, o plano de “saúde” não autoriza o tratamento e, questionado cria um inferno kafkaniano onde os parentes são jogados para lá e para cá, de setor em setor, de estado em estado. As explicações são as mais absurdas (“o código X não bateu” – “a culpa é da clínica” – “precisamos analisar com calma”) e outras quinhentas boçalidades. Enquanto isso a paciente piora de forma galopante perdendo peso, sofrendo dores atrozes e o familiar fica desesperado, correndo atrás do seu direito, a pessoa perde a cabeça, não se concentra mais em nada, acaba prejudicando o trabalho, acaba fazendo e dizendo coisas que não devia.
Tudo vai se tornando um círculo vicioso, uma coisa puxa a outra que puxa a outra. Sofre o familiar – impotente, mas sofre muito mais a paciente que além das dores (e muitos outros efeitos colaterais) fica observando a morte se aproximar a passos largos.
É um absurdo, um crime!
a falta de um professor
Publicado 14/09/2008 O pânico , morte , mãe , o fim , opções ao câncer Deixar um Comentáriovários romances tratam das fases terminais. lembro de um filme que um escritor (Sean Connery), condenado, passa todos os ensinamentos para seu aluno. este, tem loucura por esse professor/escritor que, percebendo que está definitivamente terminal, estimula o jovem a escrever um romance. o professor é um erudito renomado, sem avisar, escreve o prefácio para a obra do aluno, não avisa e some durante um mês. ao fim desse tempo o aluno recebe o prefácio do mestre junto com o anúncio do seu falecimento. o rapaz entra em desespero (sequer sabia que o mestre estava doente – ele vivia apenas bebendo!). o filme não é sentimentalóide nem babaca. o professor esculhambou o aluno enquanto pôde, fez todas as críticas possíveis para que o jovem escrevesse direito. repito: ele some. ninguém vê, ninguém sofre, ninguém tem pena de ninguém.
outras obras, como o último romance de Philip Roth mostram detalhadamente os últimos dias de seu personagem predileto, seu alter-ego. detalha todos os sofrimentos e angústias, dores, dúvidas.
Pergunto-me qual a maneira correta de agir. O que se faz nessas horas? Minha tendência, contrária à do doente, é me esconder. me embriagar (muito e sempre) e me esconder. covardia? talvez. e o que é a covardia? quem pode dizer? o julgamento eu mesmo faço e sou o promotor, jamais o advogado de defesa! nuvens negras em frente à minha janela… nuvens nigérrimas.
Fiquei me questionando se eu escrevo tanto sobre a doença da minha mãe para angariar peninha dos outros, pra levar tapinhas nos ombros e ouvir palavras doces e carinhosas. Por um tempo achei que, mesmo inconscientemente, era isso. E acredito até que isso não é de todo condenável, que as pessoas se fragilizam mesmo em alguns momentos e precisam de um ou vários ombros. Eu mesmo sei que vou precisar do ombro do meu gato, quando a coisa estiver consumada e eu estiver deitado na cama olhando o teto e sem coragem para mexer um músculo.
Mas existem coisas e coisas e a cabeça da gente não pára
Então fiquei pensando que pode não ser exatamente isso, pode ser que quanto mais eu fale nesse assunto, quando mais eu comente a dor (minha e dela), quanto mais isso estiver exposto, cru… nu… na veia… enfim que essa coisa vá exorcizando uma parte do medo, uma parte da saudade antecipada, uma parte do sofrimento incontido e, principalmente, do pânico. porque essa é a palavra correta para definir a morte anunciada: PÂNICO. Então, sim, é verdade que ando em pânico - que bebidas e calmantes praticamente não fazem efeito algum, - que eu me distraio ora vendo TV, ora trabalhando, ora lendo ou escrevendo, mas meu pensamento escorrega, escapa da prisão que eu pretendo mantê-lo e tudo volta desesperadamente e esqueço o que estou fazendo, o que decidi, o que li, o que trabalhei. Tudo passa a uma condição muito inferior, passa a uma condição de ‘SUB’, como se nada das coisas da vida vivida pudesse estar no centro do pensamento, na angústia desesperada (como se o desespero resolvesse alguma coisa). Então eu digo. Não. Não a nenhuma opção, a nenhuma explicação mais psicógica ou filosófica. Trata-se exclusivamente do bom e velho pânico. PÂNICO por tudo o que virá, por todas as lágrimas, dores físicas, falta de ar… incapacidade generalizada que é o que acontece. De verdade. A verdade, irmão, é dura, muito dura. É claro que todos nós na vida, num momento ou em outro, passamos pelas mesmas coisas e que, o que para nós parece o mais terrível, terrivelmente diferenciado, não é. Não. Todos passam pela mesma situação e todos acham que sua dor pode ser a maior.
É isso: exercício para conviver com o pânico mais absoluto.
Sendo assim, já sei que escreverei dezenas de cadernos, milhares de posts, e.mails, cartas manuscritas e, possivelmente, não enviadas e tudo para nada. Tudo para meu consumo próprio que é o alívio do sentimento que trago – de certa forma egoísta – o pânico. É quando você não consegue mais racionalizar nada, tudo está de ponta cabeça no seu espírito e você confunde essa inversão com o mundo e acha que o mundo anda plantando bananeira, acha que as pessoas te apontam o dedo acusador. Melhor: as pessoas, não. Deus. Um deus em que você não acredita, nunca acreditou e jamais vai acreditar… pois esse deus se materializa unicamente para acusar e depois volta à sua condição de nada.
Enfim, nada é nada. Na fuga, busco exorcizar tudo o que vai em mim. E sem nenhuma garantia de sucesso.
Ele deita para ver um pouco de televisão. Sabe que dormirá, mas finge não saber, como finge não querer dormir mesmo sabendo que será por muito pouco tempo. Acorda duas horas depois e se convence que dormiu pouco, embora desejasse dormir menos para, mais tarde, dormir de vez. São terríveis todos esses momentos em que descontrolamos o sono mesmo com a ajuda de soníferos. Porque a madrugada e seu negror vão chegar e aí vem a maior solidão do mundo. Alguns dizem que a solidão é das pessoas, varia de pessoa para pessoa. Ainda não tenho certeza dessa afirmativa (e, certamente, não terei mais até o fim). Lembro a mim mesmo que não tenho certeza de nada, mas não adianta. Acho que esse meu temor – desde criança – não é exatamente de não dormir, mas de ter que passar horas e horas comigo, no escuro. Por outro lado – veja que curioso! – não quero estar com ninguém, acho que nunca vai dar certo e sofro por não ter passado o dia com quem está carente de mim. Invento (para mim mesmo) que assim é melhor, que não se deve tossir em cima de uma pessoa doente. Tem gente mal informada que acha que eu minto, mas é um desvio de percepção porque minto muito, mas sempre para mim mesmo. Busco as respostas nos livros – uma vez que eles trazem todas as opções existentes – mas não encontro respostas satisfatórias e leio outro e mais um… Uma espécie de agonia. Cada livro concluído (a leitura) é um prazer – por tê-lo conhecido – e uma decepção por não ter me aliviado. é isso, acho que é. Ainda não descobri onde se encontram esses alívios já que não rolam com psiquiatras, com párocos, em casamentos e nem em amizades sinceras. Por todas essas coisas, ele vai tentando compreender finalmente o que pretende quando fala em sentir alívio. Eu sei o que é sentir alívio (é algo que nunca senti), mas não sei qual o significado disso tudo para ele. No espelho a imagem é cansada, de corpo drogado. O que vai por dentro, igualmente não é bom, é alguma coisa que geme, que às vezes urra (mas sempre para dentro, silenciosamente). Uma das coisas mais curiosas é ver que as pessoas não estão entendendo nada, só entendem o que é dito explicitamente e esse “dito” é nada, é ponta de estoque. Não há muito o que fazer com todas essas coisas e talvez daí venha um certo pavor das madrugadas insones. Apenas talvez. Talvez fossem necessárias respostas, respostas convincentes – para si e para os outros – de todos os porquês do mundo. Seria como encontrar dentre milhares de livros, qual deles marquei um dia com um pétala de rosa seca. Impossível. De certo, só a perda. A perda iminente, dia a dia mais próxima, que deixará por fim a marca definitiva. O dia em que a ampulheta será virada pela última vez.
Apesar de ter aplicado a dose mais fraca possível, em função da idade avançada da minha mãe, hoje, dia segunda aplicação o oncologista não pôde fazer o procedimento porque minha mãe está completamente debilitada e não suportaria, nesse momento, uma segunda dose. Fico me perguntando o que se faz numa situação dessas: a doença está lá, mais do que diagnosticada, o tratamento, ainda que mais fraco do que o necessário não é suportado pelo corpo debilitado. Tá, e agora? Morre da doença sem tentativas de melhora ou morre pela violência do tratamento? Deve ficar em casa ou ter o conforto (técnico) de um hospital? Com a evolução rápida, como será o fim? Rápido? Lento e doloroso? O que se diz para uma pessoa nesse estado? O que se faz? Sim, a vida é uma possibilidade independente dos nossos desejos. Disso já sabemos. Diante desse paradoxo, apenas observamos como tudo vai acontecendo até o fim.
TRATAMENTO AO CÂNCER TERMINAL A GEAPE NEGA TRATAMENTO POR QUIMIOTERAPIA!
Publicado 06/08/2008 O pânico , Puto da vida , mãe 2 ComentáriosHÁ POUCOS DIAS CONTEI AQUI QUE MINHA MÃE, COM 81 ANOS, ESTÁ COM CÂNCER NO PULMÃO – NÃO OPERÁVEL DEVIDO À SUA IDADE. - O MÉDICO PROVIDENCIOU UMA SERÉRIE DE QUIMIOTERAPIAS PARA TENTAR SALVÁ-LA OU MINIMIZAR SEU SOFRIMENTO.
PARA MINHA SURPRESA, SOUBE HOJE DO SEGUINTE: O PLANO DE SAÚDE A QUE ELA É SUBMETIDA (COMO FUNCIONÁRIA PÚBLICA APOSENTADA), A GEAPE, PAGOU TODOS OS EXAMES PARA A CONSTATAÇÃO DO CÂNCER OU NÃO. POR FIM, ELE FOI CONSTATADO, O MÉDICO PRESCREVEU A QUIMIOTERAPIA E – SUPRESA! – A GEAPE NÃO AUTORIZOU!
(imitando ela e pra facilitar a leitura)
a gente não nasce exatamente para sofrer e não me parece justo fazer com que todos os acontecimentos sejam um sofrimento. não são. muitas vezes, ainda que sem querer ser dramáticos, apresentamos situações como um sofrimento. deve fazer parte da vida, deve fazer parte de um desconhecimento nosso, de uma fragilidade atávica que nos deixa mais sensíveis, mais incapacitados de aceitar coisas da vida, talvez de não aceitarmos a nós mesmos ou não aceitarmos a vida. assim imagino que seja, mas sem nenhuma certeza porque em momento nenhum temos certeza de nada – achamos que temos, mas não temos. é como a família, esse conceito tão estranho de pessoas que estão ligadas a nós. são como grupos, muitas vezes numerosos e outras vezes nem tanto. e quando esse grupo nos incomoda dizemos que família não se escolhe, família nos é imposta. o que é uma verdade… sempre tive uma família pequena: minha mãe e duas tias igualmente muito queridas que já morreram e foram grande perda para mim. tenho meus filhos, é claro, mas que estão grandes, levam lá a vidinha deles. tenho um irmão que, igualmente, leva a vida dele e fico anos e anos sem encontrar. minha família é minha mãe, uma velhinha de 80 anos, dessas pessoas que, pela idade, a gente sabe que estão para morrer, mas (que procuramos) não pensar muito nisso, como se fosse uma hipótese remota, uma fatalidade – tem gente que morre com dez anos e gente que morre com cem anos. de uma forma ou de outra e, sempre inventando argumentos para mim mesmo, como falta de tempo e todas essas mentiras, sempre fui um pai ausente e um filho ausente.
as coisas mudam, sempre mudam, não tenho dúvida disso e agora foi minha hora de que as coisas mudassem. minha mãe vem fazendo exames há quase seis meses, tentando descobrir a origem de uma tosse incômoda (que, veja que engraçado: venho tenho essa mesma tosse há meses sem que esteja com nenhuma gripe…. rs). há um mês ela descobriu (e aguardou um mês para me falar, para me poupar). bobagem, porque as pessoas nunca podem ser poupadas, as pessoas são o que são, recebem o que têm para receber por que na vida… “a gente mal nasce, começa a morrer…”
assim são todas as coisas independentemente do que achamos, desejamos ou idealizamos. não há o que idealizar sobre a existência porque existir já é em, si mesmo, um jogo, uma ‘pegadinha’, um enorme momento de reflexão – que não nos damos conta. minha mãe, com muito cuidado, falando da maneira mais tranqüila possível, me contou ontem (porque não havia mais como não contar) - que está com câncer. no pulmão! dentro de dois dias começam as malditas sessões de quimioterapia com sua patética queda dos cabelos. sim, não haveria como eu não saber. sei que ela está desesperada – porque nem aos oitenta anos estamos ainda preparados para saber o tempo que nos resta de vida e muito menos com sofrimento da morte causado por câncer no pulmão. puxa…
como eu dizia… é claro que uma pessoa que tem mãe muito idosa, “sabe” que ela, mais dia menos dia, vai morrer. óbvio. mas, igualmente ao idoso, o parente “apaga” essa certeza… acha que pode durar mais um mês ou mais dez anos. e, muito pior, poderá ser uma morte sem sofrimento. o câncer no pulmão não apenas reafirma a morte breve, como anuncia grandes sofrimentos. e, quem diria, não sinto vontade de chorar, não sinto vontade de blasfemar, não deixo de ser ateu… nada. não muda nada. muda tudo. muda a relação com a vida, a relação com as coisas, os momentos que deixamos de estar juntos (e que agora soariam falsos a nós dois). não é hora de fazer drama, não é hora de nada. relutei em narrar essa história aqui porque não desejo receber mensagens estimulantes dessas que falam que “às vezes as coisas acabam bem” ou “existem milagres” ou “devemos ter força”. por isso, fechei os comentários. no fundo é tudo e não é nada. são as verdades verdadeiras de uma vida que nem é tão verdade assim…

Disseram