A aventura de olhar-se

Existe um lado obscuro em todas as coisas e, portanto, na vida. Esse lado obscuro da vida não é conhecido por todos porque, na maioria das vezes, precisamos procurar muito para encontrá-lo. E esse encontro não é nada agradável. Imagino mesmo que esse lado obscuro é separado de uma “loucura” por uma linha tênue, muitas vezes confundindo  se uma pessoa está do lado de cá ou do lado de lá. E essa possível confusão dá-se exatamente pelo número reduzido de pessoas que se aventuram, por livre e expontânea vontade – muitas das vezes num exercício filosófico único e perigoso. Podemos observar que praticamente todos os filósofos e aqueles que estudam a alma humana já se exercitaram nesse “lado negro”. O que eu não tenho certeza é se vale  à pena tornar-se equilibrista sobre esse grande oceano traiçoeiro. Trata-se de uma aventura única e solitária e muitas vezes perigosa porque os outros homens difilmente sabem distinguir uma coisa da outra.

2 Respostas para “A aventura de olhar-se”


  1. 1 Jonas 03/06/2009 às 21:56

    O título de sua postagem, se popular, se apresentaria como:
    Se enxerga, meu!
    E o depois, sua postagem, se também popular, aconselharia:
    Se toca, meu!
    Cá para mim, deste lado de cá desse terrível oceano, apenas lhe posso responder como Fernado Pessoa:
    -Se ousas, porque não ousas?
    ;)

  2. 2 Mr. Almost 09/06/2009 às 10:27

    Olá, Geraldo!

    Adiro de fio a pavio a tudo o que você escreveu: “O homem, esse desconhecido”, esse ser que se equilibra na linha ténue entre ser iluminado e ser obscuro.

    Abraços! Espero que você esteja bem!…


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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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