Tenho a impressão que, em determinados momentos da vida, somos psicologicamente massacrados e após o massacre cada um se porta de uma maneira. Olhando o lado psicológico é mais difícil avaliar porque acabamos necessitando da ajuda de um profissional sob pena de fazermos uma avaliação errada. Eu sempre defendi que as pessoas devem ser vistas à luz da Filosofia, jamais da Psicologia (atenção que eu não falando de psiquiatria). Tenho essa impressão bem forte porque, ao contrário dos astrólogos (rs), a filosofia sim nos coloca em consonância com um determinado “pensamento”, uma determinada linha filosófica que determina muitas, quase todas, as nossas ações. Ou melhor: quero dizer que as pessoas deveriam ser vistas à luz da corrente filosófica que seguem e não à religiosa ou a psicanalítica.
Acho que um homem deve ser visto baseado naquilo que acredita como forma melhor de viver, ou seja, sua visão filosófica da existência. Desconsiderar esse preceito, é desconsiderar a estrutura básica do homem é negar-lhe a opção, torna-lo encapsulado em uma mentira
Essa discussão vem rolando há muito tempo não somente com pessoas conhecidas como, igualmente, em grupos de discussão diversos (que procuro participar). Porque todo mundo leu um determinado Filósofo e alinhou-se com o pensamento dele ou, se não leu, ainda assim assume uma postura de vida que, observada por um filósofo, identificará naquela conduta um modelo, uma linha de pensamento filosófico. Da mesma forma que, por ignorância se diz: “seu comportamento é o de um taurino”… dir-se-á: “Seu comportamento condiz com o de um existencialista”.
Essa sutilezas que parecem não ter muita importância em nosso dia a dia, são na verdade marcas e, portanto, atitudes naquilo que fazemos ou deixamos de fazer e mesmo da nossa forma de agir cotidianamente.

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