Eu tava lendo uns blogs por aí (essa coisa que a gente faz sempre e nem sempre assume) e fui ficando deprimido. Como esse Sobretudo é chato! Nossa mãe! escrevi durante oito ou nove anos nesse modelo midiático que já foi novo e não aprendi nada. Ou se aprendi, aprendi com os chatos, com os que não sabem escrever, com os que insistem numa coisa tolinha que é babaca porque pretende filosofar qualquer coisa, porque pretende dar uma ar de seriedade ao que não é sério. Depois li alguns posts daqui aleatoriamente e fiquei apavorado! Como essa gente (ainda que poucos!) insistem em vir nesse sítio?? Só pode ser um gesto de carinho ou alguma espécie de penitência. Tem laudas e mais laudas que falam de assuntos que, absolutamente, não domino, que falo de orelhada e, assim, falo besteira em cima de besteira! O blog, de certa maneira, pode ser um “espelho da alma” do autor e justamente isso me apavora. Se minha alma é esse lixo, quem sou eu? O que estou pensando e esperando, quem disse que eu posso escrever uma linha e publicar (ainda que para duas pessoas lerem)? Não sei como resisti tanto tempo, como todo mundo resistiu. Pergunto-me agora se devo deletar esse espaço para sempre, se devo dexá-lo boiando por aí ou se devo aprender a fazer alguma coisa para fazer minimamente suportável. Todas as opções me doem, incomodam. Na verdade só resta vergonha e decepção por ter me prestado a esse papelão. É verdade que visito outros lugares que são igualmente chatos e nada a ver, mas aí não é problema meu, não está sendo escrito por mim. Minhas elocubrações sobre espaço, tempo, dimensões… tudo está arredo, tudo está mal construído. Escrevi durante nove anos uma obra que não serve para absolutamente nada, nem para embrulhar peixe. Falei, falei e falei, muitas vezes mentindo, para criar impactos que são falsos, não acontecem de fato, são mentiras bobinhas, jekinhas, que as pessoas nem se dão ao trabalho de comentar – com certeza por educação.. Sim, é verdade que muitas mulheres só conseguem escrever sobre sexo, outras só conseguem escrever sobre Clarice Lispector e outras sobre não sei o quê. E agora entendo todas elas porque essa ferramenta (de publicação fácil e instantânea) amortiza, detona, enterra a crítica de deveríamos fazer de nós, do que dizemos, do que estamos querendo passar (sem conseguir). Das falas complicadas, das maneiras metidas a eruditas (que não são!), de tudo. Resta-me pedir desculpas!
Ela…

Trocas
"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"
"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus
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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues
Disseram
| PPETRA em Nem sei | |
| pdv em … determinadas ilus… | |
| Graça em … do Olimpo | |
| Mr. Almost em Parangolé de mim | |
| Mr. Almost em Nem sei | |
| Mr. Almost em … determinadas ilus… | |
| binca em Nem sei | |
| Pense Sobre em Pobre não tem que ter com… | |
| matias{matando ontem… em Nem sei | |
| greta garbo em Nem sei | |
| Mr. Almost em Nem sei | |
| martina em Nem sei |
Entrelinhas
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Cara, que baixa-estima. Não sei nem o que dizer, exceto que muita gente passa por isso, e o que se escreve, mesmo quando não atinge um ideal estético ou filosófico, atinge alguem que estava precisando ler aquilo. Voce não imagina quantas vezes o que li aqui me ajudou a seguir adiante em minhas reflexões e sou chata, mas não perdi as esperanças de avançar. E com certeza, gosto muito mais de mim agora do que de quem eu era aos 20 ou 40 ou …( exceto pela condição da pele… hshshs)
Na verdade creio que nós, pessoas especiais, escrevemos para nós mesmos, para relendo ver por onde e como avançamos. (sou muuuito chata)
Sou muuuuito chata (mais com os outros do que comigo.rs)…
E por ser tão chata, seletiva, insuportável (muitas vezes)… venho aqui todos os dias ler vc…
Não peça desculpas, apenas aceite quem quer vir passear por aqui, seja para ler e não entender nada, para aprender a escrever (elogio ao seu bom português..rs) ou simplesmente para tentar refletir com suas “verdades” ou “mentiras”.
bj
hum, não achei esses textos ruins, q vc escreveu sem conhecimento, q não servem para embrulhar peixe, e agora?
“…só conseguem escrever sobre sexo…” e isso é ruim? rs
beijos
Esse blog tambem e chatissimo e a autora pretende ser melhor que os outros blogs chatos,mas nao consegue.Ainda bem que a autora reconhece sua chatisse e ganha merito por isso,temos que dar esse credito a ela.
Este sentimento de soçobra é recorrente em quem escreve com a ilusão – pueril ilusão – que no mundo ainda existe gente que queira ler o que por vezes nos apetece discretear…
Mas tudo bem, resta aos blogs sempre aquela possibilidade de serem o Nosso Diário de bordo.
E porque não partilhar um Diário de bordo com as eventuais tripulações?
São poucos e parcos os comentários?
E daí?
Continue a escrever, muito, e sobre tudo o que lhe venha ao bestunto, mas, por favor, esqueça-se da importância dos comentários: eles não aferem de nada, nem pelo lado positivo nem pelo lado negativo.
…É que há gente que só anda nos blogs alheios para derramar invejas, frustrações e outras taradices…
Ui!, como há!
E não se meta com eles, pois são inúmeras, como as moscas da praça pública, do Zaratustra