Determinados dias, diminuo minha leitura de livros e dedico-me aos blogs. Muitos são interessantes e outros tantos, chatérrimos. Minha opinião. Tem gente que deve adorar os que acho chatos e vice e versa. Não tem padrão. O que tem é um monte de gente escrevendo quase diariamente (ou mais um uma vez ao dia) aquilo que está pensando ou aquilo que gostaria estar pensando. Tanto faz. Fala-se muito, teoriza-se sobre pessoas que simplesmente estão disponibilizando emoções (ou a falta de).
Quero estar bem distante dessa turma, dessa gente que fica filosofando sobre o porquê pessoas gostam de contar coisas, de escrever por necessidade ou simplesmente por escrever. Esses detalhes não me interessam em nada. E nem deveriam interessar a ninguém. O blog, assim como a literatura e outras manifestações, não deveria se prestar a análises acadêmicas, devíamos apenas saboreá-los ou os deixarmos de lado. Não interessa a análise que fazem do que escrevo. Escrevo por escrever, simplesmente. Escrevo em blog, em blocos, em cadernos (muitos)… enfim, gosto de contar o que estou vivenciando e sentindo (ainda que muitas vezes não seja politicamente correto). Nada disso me interessa. Se soubesse, talvez em desenhasse ao invés de escrever… ou preferisse fazer uma sopa, sei lá. Ou dormir, quem sabe? Tudo o que é colocado aqui tem uma importância enorme e, ao mesmo tempo, não tem importância nenhuma! Não sou um escritor, sou um escrevinhador. Em momento nenhum busco cadência nas palavras, nas frases. Em momento nenhum acho que há qualquer erudição por aqui (nem por ali). O que existe de fato (em mim e nas pessoas que escrevem) é um “transbordamento” de emoções, de impressões colhidas nas coisas do dia a dia. Nada mais do que isso. Simples assim.

G, assim a maioria parasse de criticar ou querer traçar o “certo/errado” nos blogs alheios.
Penso exatamente assim: se escrevo ou não (o não é mentirinha pois sempre estou escrevendo seja no caderno, no blog, no pedacinho de guardanapo..), escrevo porque gosto, porque quero. E mais: não tenho compromisso com blog nem com ninguém, portanto tanto posso escrever uma montanha de abobrinhas como algo sério… (outra mentirinha, as coisas sérias geralmente ficam guardadas a sete chaves..rs)
E não me importo o que estão pensando ou se vão deixar comentários ou não…
Se for pra ter um blog pra me deixar maluca, tô fora! Quero continuar leve e solta do jeitinho que estou por lá!
bjs
Mara
Olá, G.
” transbordamento” de emoções.
É mais pura verdade, traduz tudo!
Beijos
É isso aí, apoiada…também acho…já tenho mais de 40 anos e minhas próprias opiniões sobre as pessoas e as coisas.
Mudo de opinião sobre tudo o tempo todo, quando me deparo com a realidade em que elas acontecem. Bjo