De novo….Roth

Sai mais um romance de Philip Roth, “O Fantasma sai de Cena”. É muito difícil falar de Roth porque ele é o melhor autor americano moderno e seus livros surpreendem e se superam sempre. Um Flaubert da nossa era. Um Dostoiévsky mais contido… Mas dessa vez Roth vai longe demais: seu alter ego Nathan Zuckerman, um escritor judeu (como Roth) está velho… está impotente e com incontinência urinária desde que retirou a próstata com câncer… E esse homem que estava escondido há onze anos no campo retorna à cidade por uma motivação tola e encontra uma sociedade que ele praticamente esquecera. E encontra escritores jovens e impetuosos como ele fora, encontra uma mulher por quem se apaixona (apesar da impotência)…. Enfim, certamente no final do livro (que ainda não cheguei) ele morrerá… e com ele morrerá uma parte de Roth. Vale à pena

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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

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