Ainda não morri

A falta de tempo não tem me permitido voltar aqui com a freqüência que fazia antes. Recebo e.mails dos meus três leitores “cobrando” minha ausência e só posso pedir desculpas. A preparação de um produto áudio-visual que pretendo seja diferente do comum me encarcera dentro de uma ilha de edição, além de outros mil e poucos probleminhas que me aparecem diariamente e tento administrar (já que não administro, nem nunca consegui administrar minha própria vida). Mas acredito que tudo isso seja um processo passageiro, que em algum momento, as coisas entrem nos trilhos e me sobre algum tempo para mim mesmo. Hoje o que há é pouco tempo para comer, quase nenhum para dormir ( até porque minha cabeça não pára mesmo na cama) e todas essas coisas da vida. Vai melhorar. Acredito e torço para que melhore, para que eu conseguiga voltar em breve a me desconstruir diariamente nesse espaço aqui. Mas a vida é cheia de momentos com pequenas e enormes armadilhas. Perseguir ética e estética que serão analisadas por milhões de pessoas também me empurra em direção a um despenhadeiro existencial e de trabalho braçal. Diga-se: 90% desse trabalho braçal e 10% – ou um pouco mais (destruindo a regra dos 100%) – fazem de mim hoje eu dia um não-eu, um ser estranho, marciano talvez, que vagueia entre fitas com gravação de imagens, textos e 850 pessoas perguntando um milhão de coisas, como seu eu, por acaso soubesse. Mas vai passar (ou melhorar)

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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

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