As voltas que a cabeça dá

Feriado prolongado e mouse quebrado, que situação! A livraria não entregou os livros que solicitei, livros que deveria ter lido há vinte anos atrás. Agora, por acasos da vida, sei que eram importantes e não os conheci na época apropriada. Em contrapartida, conheci outros e os que falam comigo sobre aqueles também não leram os que eu li. O velho dilema de que a vida é muito breve para lermos tudo o que desejamos (e o que não desejamos também). Fazer o quê? Tentar recuperar tempos perdidos ou utilizar melhor esse tempo. Talvez escrever (retomar a escrita) de projetos maiores do que um blog. Talvez comentar mais no espaço de K. já que ela me pede para ser levada (não, não levada assim – que isso ela já é, ser levada por mim). Ou talvez não comentar nada e mandar algumas cartas diretas para ela e impublicáveis - não necessariamente pelo que possam estar pensando.

O mercado editoral brasileiro vai de vento em popa apesar dos preços extorsivos praticados, deixando a maior parte de população sem acesso à leitura. Parte do meu minguado salário fica em livrarias mensalmente. Todo mundo que lê separa um considerável montante de dinheiro para as livrarias. Os sebos no Brasil são muito fracos (um dos melhores, no edificio Central, fechou). Sim, já percebi que estou colocando frases soltas, reflexo de uma cabeça desconcentrada. A concentração é uma forma de “efeito colateral” da paz de espírito e meu espírito nunca esteve em paz (creio que jamais estará). A véspera de feriado também me leva a madrugadas em bares da Lapa, a delírios mais ou menos etílicos diante do paradoxo do saudosismo. Entenderam?

 

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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

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