Sob o Céu
Quinta-feira. 15. 5. 08 de G
A manhã de sol, o simples fato de acordar cedo e saborear o café bem quente proporcionam a sensação de que a vida se renova, de que as possibilidades de experimentar um pouco mais de todas as coisas trazem tranqüilidade ao espírito - mesmo ciente de que as coisas não são fáceis. Ou melhor: a vida, em si, é fácil, difícil é lidar com o material humano. Por outro lado, percebo todas as possibilidades de surpreendentes encontros com pessoas incríveis, dessas que a gente não imagina encontrar e que, muitas vezes, estão bem ali, embaixo de nosso nariz. Aproximar-se de pessoas interessantes é uma das coisas que mais prezo, que mais me acrescentam nesse mundo. E, no final das contas, elas são imensa maioria.
Quando posso, para relaxar do trabalho, busco a leitura e não posso deixar de me surpreender com “Um Livro de Fuga” de Edgar Telles Ribeiro. Não falo mais para não atrapalhar o prazer de quem se dispuser a ler.
Outro livro importante é “Acervo do Maldizer” (assim mesmo) de Wanderley Guilherme dos Santos, verdadeira aula de onde podem andar nossos pensamentos mais recônditos. São livros que se lêem em uma sentada só, breves e profundos, desses que nos deixam muito tempo depois pensando, repensando e comparando histórias com histórias da nossa própria vida.
Já repeti inúmeras vezes que uma das minhas grandes angústias existenciais é ter consciência de que não terei tempo de ler tudo o que gostaria. O que fazemos é ir lendo, pé ante pé, o que conseguimos (não só porque conseguimos dinheiro para comprar esses livros, mas, principalmente, tempo para ler) - porque ler não deixa de ser um ofício, ainda que seja um prazer.
A solução é buscar equilíbrio entre armadilhas que pessoas plantam à nossa frente com o prazer de conviver com pessoas do bem e reconfortar-se com personagens vários. E deixar o céu azul transbordar-se em si mesmo.

feio!!!
estou com saudade!
beijooooo