Pessoa
Quinta-feira. 1. 5. 08 de G
Pela manhã estive com o grupo dos meninos de discussão de literatura. O entusiasmo é grande com os novos textos encontrados no baú de Fernando Pessoa (que morreu inédito). Parece que nunca termina a descoberta de textos do autor. Juntando tudo (do material conhecido) vai nascendo a certeza de que Pessoa levou toda a sua vida num processo de criação feérico, devotado dia e noite à produção dessa caudalosa (e maravilhosa) obra literária. Se reler Fernando Pessoa é um deleite, imagine saber que sempre estão aparecendo mais inéditos do autor! Estranhamente, parece que os eruditos não se dão conta de que o conjunto da obra do autor português faz parte (sim!) dos clássicos universais. E nossa discussão de hoje foi justamente em torno dessa questão: o que é um clássico e porquê Pessoa não é um clássico? Ou é e não se dá o crédito devido? Existe um tendência tolinha de achar que a produção literária moderna é distanciada do que se convencionou chamar cultura universal. Isso é tolo demais, é não perceber o amplo movimento intelectual moderno. É fechar os olhos para o presente.

Ai G… não sei não…
se F.Pessoa não é clássico, o que seria??? rs
eu acho que cada dia mais tem se falado nele… Aliás, comprei uma revista semana passada sobre ele… vi um programa no Globo News falando da biografia… enfim….
acho que se ele não é ainda devidamente reconhecido, está a um passo de…
beijooooooooo
“Mais vale, filhos, a sombra de uma árvore do que o conhecimento da verdade, porque a sombra da árvore é verdadeira enquanto dura, e o conhecimento da verdade é falso no próprio conhecimento. Mais vale, para um justo entendimento, o verdor das folhas que um pensamento, pois o verdor das folhas, podereis mostrar aos outros, e nunca podereis mostrar aos outros um grande pensamento…”
Barão de Teive (Fernado Pessoa)
se F.Pessoa não é clássico, o que seria??? [2]
Se o romanceiro da inconfidência não é um épico brasileiro, o que ?
Se o que é moderno não é clássico, como ficam alguns dos autores mais geniais que eu li que são kundera e sartre?