Tenho, nesses tempos de pressa uma dívida com os outros blogues: não tenho lido nada. Hoje li um deles em que sou citado. Mal citado, bem entendido. Realmente não me interessa porque essas coisas estão aquém das minhas prioridades. Não é à toa que inúmeras pesquisas apontam o Brasil como o país com piores blogs de todos os tempos. Escreve-se mal. Fala-se mal da vida alheia. Calunia-se. Defende-se mulheres de outro continente na esperança vã de uma trepadinha num futuro (quem sabe?). Realmente é tudo verdade. Trata-se de um bando de candinhas mal amadas (homens e mulheres que não têm o que fazer). Enfim…
Sou contra a precipitação no julgamento de atitudes e, principalmente, de pessoas. Evidente que as coisas devem caminhar a seu tempo, que devem ser feitas todas as investigações e recolhimento de provas e, em caso de dúvida, pressupõe-se a inocência do acusado. Todos são inocentes até que prove o contrário. Consciente de todas essas regras óbvias da sociedade democrática, fico me perguntando sobre o assassinato da menina em São Paulo. Certo, pai e madrasta negam o crime. O avô diz que “entregaria” o filho se o achasse culpado. Será mesmo? A imprensa faz um circo diante da notícia (como se não estivesse acontecendo mais nada no Brasil e no mundo!). Mas, ok, então, depois de mais de 50 depoimentos recolhidos, de perícias e mais perícias, o que pode ter ocorrido de verdade? O pai deixou a menina dormindo na cama e voltou para buscar as outras crianças e a mulher que ficaram no carro. Trancou a porta do apartamento antes de sair. Retornou rapidamente e a menina tinha sido esganada, a grade da janela cortada e seu corpo estava no chão, seis andares abaixo. Não houve arrombamento no apartamento, não houve roubo nem estupro. O que aconteceu então? Enquanto o pai voltava ao térreo um bandido, munido da chave do apartamento entrou, cortou a grade, apertou o pescoço da menina e jogou-a? Por que? Para quê? Marginais invadem apartamentos para roubar e estuprar, não é isso? Nada disso aconteceu. Deixa eu entender e repetir: um facínora estava escondido no andar em que a menina morava, possuía chave do imóvel ou era rapidíssimo em abrir fechaduras sem deixar marcas de arrombamento, entrou, bateu na menina (sangue pra todo lado), cortou a grade da janela e, satisfeito, foi embora? Assim? Dessa maneira? O único objetivo desse monstro era esse? Matou a menina para “ajustar contas” ou por “queima de arquivo”??? Por que? Por que?
De qualquer forma, quem fez isso é um monstro. Quem fez isso não tem sequer direito à vida e muito menos à liberdade. Se houve cúmplice, idem, idem. Quanto tempo mais a polícia vai levar para concluir o inquérito?? E a justiça? Quanto tempo? E qual será o resultado? Que pena (penas) será aplicada? Contra os que dizem que a sociedade está focada nesse caso (enquanto outros, similares, acontecem freqüentemente no país) a resposta é óbvia. É um caso emblemático e todo o cidadão se coloca na posição de mãe e da criança. Esse crime hediondo recria o pânico em que vivemos. Até quando?

Interessante sua análise dos blogs brasileiros.
Talvez seja porque o brasileiro fala nos blogs o que fala na vida real.
porque num país de semi analfabetos, de analfabetos funcionais, de filosofia aprendida em livros de auto ajuda, de análises rasteiras para todo lado temos uma péssima filosofia de butequim.
Sim. Se quer saber o nível intelectual de um pova analise a sua filosofia de butequim
A nossa não sai do senso comum. A academia, meu deus. Quanta superficialidade. Quantas mais teses de mestrado vou ter que ve tendo como referência bibliográfica livros religioso e de auto ajuda? (Não como fonte, mas como bibliografia)
Quantos mais professores vou ter que ver passando lâminas com apresentações do Power Point (aquelas que reduzem o QI) para enrolar suas aulas do quarto período?
Nossa academia mal sai do senso comum (Não estou falando dos centros de excelência chamados universidade pública) quanto mais nossa filosofia de buteco.
quanto mais os blogs.