Dias chuvosos, pessoas de caminhar apressado com guarda chuvas ou não. Pessoas que olham para os lados ao pressentir qualquer coisa, seja a presença de um estranho – possível assaltante – seja a percepção de um mosquito – certidão de óbito. Sei que essa vida, esse tipo de vida “seria” normal nas grandes cidades, mas não tanto quanto no Rio de Janeiro. Os jornais e seus especialistas e conteudistas dizem que o Rio não é a cidade mais violenta do Brasil. Realmente não sei se é verdade, mas tenho certeza de que é violenta o bastante para deixar as pessoas apavoradas. Na minha esquina existe uma antiga e simpática loja de doces (onde sempre fui com meu filho comprar ‘balas boneco’). Pois o dono, um senhor aparentemente saudável morreu esta semana de dengue. Como podem tantas pessoas morrerem de dengue?! As populações de outras cidades estavam tranqüilas, entendendo que a dengue era um mal do Rio (e é), mas o descaso nojento das autoridades responsáveis (??? ah ah ah) propiciou o inevitável: a doença está começando a espalhar-se pelo país. Dia desses me falaram uma bobagem qualquer à respeito do livro “A Peste” de Camus. Nada a ver. Camus escreveu um crônica política, metáfora do tempo que ele vivenciava e dos movimentos políticos que fervilhavam. O Rio tem uma epidemia de uma doença chinfrim, terceiro-mundista, compatível com a inércia e o desrespeito babalaô de autoridades (autoridades? ah ah ah). Tudo (ou quase tudo) me irrita nesse país: tanto o descaso de políticos safados quanto as opiniões tolinhas de “erudidos” de ‘orelhas de livros’ ou do Google.
Ela…

Trocas
"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"
"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus
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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues
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