Candura de estrelas, trânsito infernal. Casas noturnas e sua barulheira insuportável. Doentes que não dormem. Então esse é o nosso paradigma? O século XXI começa mal em todos os sentidos: educação, saúde e segurança. Os políticos definitivamente não querem saber de nada. E, de certa forma, a população também não se interessa por nada, é jekinha, aceita qualquer nota. Isso mesmo. Se não existem homens com ideais, a sociedade igualmente não tem ideais. E se ninguém quer nada, não temos nada. Mais uma vez comprova-se que a vida imita a arte, dessa vez criando e dando veracidade ao universo kafkaniano – não me refiro ao período em que viveu Kafka, mas ao mundo que ele imaginou. Ainda não temos humanos transformando-se em baratas, mas já aceitamos a imortalidade das baratas mesmo num conflito nuclear. Ou seja: de alguma maneira, seria bem melhor se nos transformássemos logo nas tais baratas. Eu, por exemplo, tenho pavor desses bichos, mas se fosse um deles não teria medo de um “irmão”. Baratas à parte, os jornais de segunda feira são tão magrelos e sem consistência…. parece que todo mundo escreveu no sábado e domingo e, como não acontece nada no final de semana, tratam de criar um cadernos de Esportes – o que não me interessa em nada. Odeio futebol, acho uma coisa menor, reles. Por outro lado, reconheço que jornal não é uma coisa muito séria, que necessitamos de uma alta dose de avaliação pessoal (e crítica) para não entrarmos de cara nas mentiras e omissões.
Quanto à realidade paralela, puxa, é tolice não percebê-la “em cada vão momento”. Borges não era absolutamente louco. Muito pelo contrário. Toda a sua obra tem uma veracidade bíblica – um cuidado extremo em provar cada conto que escrevia. Não usava o termo “realidade virtual” porque não existia, mas falava em outras dimensões e tratava das “estranhezas” do mundo. Somente Casares vivenciou a descoberta de Borges. Pois eu também possuo uma enciclopédia em que falta um verbete e um amigo meu possui a mesma enciclopédia, da mesma edição que contempla o verbete! Como? Não sei. Acredito piamente que esse verbete saiu da minha enciclopédia e alojou-se em outro livro com o intuito de me confundir (e conseguiu!). Enfim… são essas coisas que me chamam tanto a atenção (muito mais do que os comezinhos dias – de calendário). E também é muito lógico que me achem maluco (porque sou mesmo) rsrs. Mas também é verdade que é necessária uma dose de inconsciência para aceitar essa história toda de vida.

vou falar é do post anterior… sempre quis fazer isso que fizeste nesse domingo de páscoa… ouvir cantos gregorianos “in loco”… há anos adio o programa aqui no mosteiro de são bento em são paulo… vc me deixou com uma saudável inveja cristã…abs