Fui ao mosteiro ouvir os cantos gregorianos de domingo. Muito bonito. Interessante e moderno (sim, isso mesmo!). Na paz do monastério você se perde em si mesmo, descobre coisas que vêm do fundo do ID e da alma, percebe como a vida agitada nem sempre é a melhor e dá vontade de ser monge (ainda que ateu). Porque é preciso entender a questão do recolhimento independentemente da religiosidade como a falta de gravidade independente da falta de oxigênio. E, se a vida é fugaz, por que não conhecer todas as coisas à nossa mão? Por que ser preconceituoso se esse preconceito se perderá no tempo e no espaço, não será uma “herança”? Aliás, nem com isso eu me preocupo. Não deixo herança nenhuma a não ser a lembrança de mim mesmo a meus amigos e inimigos. Sim, tenho muitos amigos e não propriamente inimigos, mas pessoas que, por trás me fazem cara feia. Essas coisas não me interessam em nada. Resta a perspectiva de uma vida diferente, não rotineira, uma expectativa de perceber no grão de areia a imensidão do deserto ou numa estrela o suplício da dúvida. Leio uma matéria no jornal relatando que cientistas concluíram que não existe vida em nosso sistema solar. E isso lá é notícia? O que é o nosso sistema perto do universo grandioso? E o que entendem por vida? Um homenzinho verde de olhos grandes! Os jornais perdem tempo publicando besteiras, ocupando espaços para que seja mantido um certo ócio dos jornalistas que não querem ver as crianças morrendo de fome e o desastre das megalópoles. Pois estava ouvindo o canto gregoriano e pensando no universo e nessa bobagem de vida no sistema solar. Aqueles frades cantando com seriedade, fé e um certo amor são muito mais importantes do que cientistas e jornalistas que correm atrás do “nada”. E, invariavelmente, prefiro conversar com mendigos loucos do que com empresários bem sucedidos. Se me acham maluco ou não, se acham que estou fazendo tipo ou não, é problema de cada um e não meu. Meu único compromisso é ser honesto comigo mesmo. Todas as verdades, meus caros, são frágeis e mudam como as nuvens ao vento.
Ela…

Trocas
"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"
"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus
Visite:
wwwgeraldoiglesias.blogspot.com
""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues
Disseram
| josé carlos em Porque o destino não exis… | |
| Mr. Almost em Alternativas fatais | |
| Mr. Almost em Sem nada… só | |
| Ru em Porque o destino não exis… | |
| Karl Gustav em O Grito Primal de cada homem e… | |
| Mr. Almost em A aventura de olhar-se | |
| Jonas em A aventura de olhar-se | |
| Beatriz em O que é o MST? | |
| Jonas em Se ou não ser | |
| G em Mãe | |
| Jonas em Mãe | |
| Jonas em Como esse blog é insuportávelm… |
Entrelinhas
Outros Eus (Perdido)
Minhas Opções
é a vida e é bonita... (In)Sanidade aconteceu a corte saúda Alegria a longa jornada amor sim! a patifada Burros crime! delírio descobertas deus? dos cadernos Entrelinhas equívoco escrever é preciso Ficheiro furdunço G. Gavetas gente burra Idéias e ideais Líquido LENDAS Lenda Urbana leveza do ser liberdade libidinosamente Livros livros & livros mãe miscelânias mis morte Mulher Mundo Tropical o fim O pânico opções ao câncer O resto é mar... Os dias... Outros Eus (Perdido) Papéis esparsos Poesias possibilidades Puto da vida Radicalizar raros amigos reais fantasias Seiva Selva Tchau Uísque viagem viver não é preciso
Do que se gosta?
- Nenhuma
Tempo…
Eu disse recentemente
Mais lidos?
- na Revista de Domingo do Globo de hoje, Marta Mede...
- 3 Poemas lindos de Geraldo Carneiro
- Mãe para o filho: "Ai, como eu te amo..."
- Sabe o que é uma obra aberta?
- Dormir
- Bondes e brincadeiras de jovens que a gente não deve se intrometer
- Ivin D Yalom e o puteiro em frente
- Estética Hoje - Parte I
- As definições finais sobre as referências e a bagagem intelectual
- durmo e acordo. quero dormir muito, muitas e muita...
- O Clube da Luta
- Nem sei
Quem é quem?
- (In)Sanidade (26)
- a corte saúda (7)
- a longa jornada (6)
- a patifada (4)
- aconteceu (27)
- Alegria (12)
- amor sim! (5)
- é a vida e é bonita… (1)
- Burros (20)
- crime! (2)
- delírio (11)
- deus? (4)
- descobertas (9)
- dos cadernos (1)
- Entrelinhas (17)
- equívoco (13)
- escrever é preciso (5)
- Ficheiro (25)
- furdunço (3)
- G. (437)
- Gavetas (5)
- gente burra (11)
- Idéias e ideais (64)
- Líquido (53)
- Lenda Urbana (31)
- LENDAS (2)
- leveza do ser (25)
- liberdade (35)
- libidinosamente (24)
- Livros (2)
- livros & livros (47)
- mãe (14)
- miscelânias mis (7)
- morte (4)
- Mulher (104)
- Mundo Tropical (25)
- o fim (15)
- O pânico (32)
- O resto é mar… (85)
- opções ao câncer (4)
- Os dias… (341)
- Outros Eus (Perdido) (1)
- Papéis esparsos (164)
- Poesias (8)
- possibilidades (10)
- Puto da vida (15)
- Radicalizar (26)
- raros amigos (3)
- reais fantasias (4)
- Seiva (18)
- Selva (4)
- Tchau (4)
- Uísque (58)
- viagem (14)
- viver não é preciso (5)
Isso é que foi um belo dia de aniversário, cheio de pensamentos interessantes e de cânticos gregorianos!
Um brinde à vida e, sim!, a esta vida – a terrena e terráquea: txin-txin! Parabéns!
Além do que, já temos tanta realidade paralela para nos atormentar…
Pra quê se preocupar com o além lua se o além túnel é logo ali??
“the lunatics are in my mind…”
bjs, primo.
Bom conhecer um pouco mais d’ocê.