Eu desisto de ler jornais (já sei que diariamente afirmo a mesma coisa e, no dia seguinte volto atrás). É violência demais é (falta de) política demais, tudo muito over. Talvez de uma forma egoísta retorno ao meu mundinho, busco na minha insegurança um caminho a trilhar, uma marca a deixar, uma expectativa para os outros e para mim mesmo. Faço uma pausa nas atividades rotineiras e permito-me responder aos e.mais acumulados. Muita gente dizendo que não tenho sido objetivo (o que é uma verdade) e a todos respondo que apenas uma parte de mim escreve aqui, pelo menos, no momento. Concordo ainda que me deixei contaminar demais nas questões de trabalho e ando alheio a tudo o mais. Entretanto, no momento, é necessário.
Nesse domingo tirei um tempo pela manhã para me reunir com meus meninos do grupo de discussão literária. Reclamaram da minha ausência mas não claudicaram. Estão seguindo em frente com os trabalhos e leituras propostas anteriormente. Isso é muito bom. Adoro ver pessoas caminhando por si sós, sem aguardarem uma sinal de aprovação ou desaprovação. Não me surpreendi ao ver que o trabalho deles está caminhando “à todo pano” sem minhas interferências pontuais. Fazem, nesse estágio, uma série de comparações entre Mário de Andrade e Gilberto Freyre. Pode parecer estranho porque são vertentes diversas, mas os meninos estão seguindo um caminho interessante, por vezes metafísico. Essas “pontes” me agradam muito, acho que estimulam a todos. São propostas que eles bravamente “compraram” e dão conta de forma surpreendente. Hoje propus que eles escrevam aqui, neste espaço, suas visões das nossas experiências passadas, das nossas discussões proveitosas. À conferir.

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