Às vezes coisas se misturam, se fundem, se atravessam de uma forma bacana porque dessa fusão resultam obras interessantes tanto ética como esteticamente legais ou mellhor: fundamentais como oxigênio. Eu tava discutindo determinados livros com um grupo e rolou uma certa resistência, discordância do que eu estava dizendo. As pessoas entendem a questão estética somente no que é visível, na composição de elementos em todas as artes. Não é verdade. A carpintaria da literatura talvez seja exatamente a que agrega a maior necessidade da composição estética e é bom que se reflita bem sobre isso antes de negar. Entendo que todos os grandes livros, os autores legais (ou sabidamente importantes) têm uma visão estética na composição da obra igual ou maior do que a de um produto de cinema ou de televisão por exemplo. Claro que cinema e televisão – teatro – são arte, obra de artistas. Óbvio. Mas imagino que o diretor de qualquer tipo de produto audiovisual esteja automaticamente preocupado com a estética – ou deveria estar, né? – enquanto o escritor parte do nada, de uma folha em branco. Não conta com bons atores, equipamentos ou efeitos visuais. O escritor carrega o mundo nas costas. À partir do nada absoluto – nada absoluto! – ele cria ambiências, personagens, tramas, lógica (nem sempre percebida pelo leitor). O escritor e o poeta são os únicos que procuram descrever o amor, o ódio, a morte, a culpa… Não existe sociedade sem livros. Pessoas não crescem sem livros. É na literatura que encontramos a base do existir, a possibilidade de entender-se, recriar-se até - se for o caso. E querem me dizer que o escritor não tem responsabilidade estética? Não só a estética como tudo nasce de um livro. Inclusive Deus.
P.S. Repudio o Dia da Mulher, do Índio, do Negro etc. Isso é discriminação! Mulheres, negros e índios não diferem em nada. Todos são seres humanos iguais! (Particularmente acho as mulheres mais inteligentes, capazes e aptas… melhores no todo…)

Quanto ao comentário sobre o Dia das Mulher… completamente aprovado!!