De mim para mim

Encontro-me entre Pagu e Leila Diniz, ente D. Ivone Lara e Ana C., entre eu e aquilo. Entre sonho e realidade. Clarice absolutamente não ajuda, complica. É muito fácil estar numa cidade do interior lendo os autores prediletos. É muito difícil dar vida a todos eles (ainda que em homenagem). Fui obrigado (à contragosto a deixar Molloy, de Beckett de lado). Os meninos do grupo de discussão de literatura reclamam – com razão – minha súbita ausência. Passa uma nuvem negra sobre tudo, sobre todas as diásporas que pretendi. Afirmativamente digo não aos meus detratores e digo sim às novas propostas, aos novos desafios. Só me falta a paz necessária para criar, para executar e concluir. Sinto-me um homem sem alma, um zumbi. Uma facção dos guerreiros (fracassados e sanguessugas) acham que passei “para o outro lado”. Burros! Mil vezes burros! É preciso entender que a gente é colocado diante de novos desafios, que devemos enfrentá-los e sair mais à frente reconfortados e reconhecidos. Mas não é assim. Formam-se grupelhos (ridículos que não vêem a realidade) e jogam contra. Imagino que isso ocorra em várias atividades e os trabalhadores em geral tenham mais paciência do que eu. Eu não tenho paciência!!! Sou um amador (sem limites) e um fazedor (com limites). Tenho a capacidade de ser minha própria antítese, de me reescrever (como falo sempre), de atuar num papel diferente, a proposta de ser um ator (da vida) versátil. Se o resto não me acompanha é exatamente por isso: POR SER RESTO. Bem sei que ninguém tá entendendo nada desse meu grito. E também não tenho como explicar. Só posso dizer que trata-se de criação… de criação e execução. O resto é o resto.

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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
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