Acho que sou meio ganancioso porque tenho tantas e tantas expectativas na vida que, ao mesmo tempo, sei que o próprio tempo não me permitirá realizá-las. Tenho 52 anos e se eu morrer hoje, vou morrer danado porque não fiz isso e aquilo, mas se eu morrer com cem anos, igualmente, irei desta (para qual?) reclamando e blasfemando contra Deus por não ter me dado mais tempo. Ok, vão me lembrar que sou ateu, mas não interessa porque na hora da morte só se pensa em Deus (estou apenas me adiantando, sem alterar minhas convicções de hoje – a formação sartriana e existencialista adquirida na minha juventude não me deixa – principalmente A Naúsea). Sim, sim e sim, não precisam dizer das minhas idiossincrasias nem muito menos na minha ansiedade (trato de tomar calmantes ou um chope pra relaxar) Pelo menos procuro ser claro e objetivo (mesmo quando essa objetividade se perde em elocubrações onde até eu mesmo me perco). Não interessa no momento. No momento é assim, pensarei em amanhã, amanhã. Aliás, voltando, sempre travei uma surda discussão com o tempo simplesmente porque não acredito nele, foi invenção de um demente qualquer pra angustiar a humanidade. O tempo existe por um lado, mas não existe por outro, quando estamos tratando de coisas outras, quando estamos voltados para nós ou quando trabalhamos intelectualmente ou quando nos divertimos. Tempo? Bah! Tento apenas fazer (e não estou falando do trabalho formal) estou tratando do “fazer” para mim, para minha realização metafísica. Ok, sou metafísico porque não estou simplesmente nessa dimensão, estou em várias, como nesse momento estou na virtual e em outras situações me enfio no Aleph. E é por isso também que vivo atracado com Calvino principalmente nas Cosmicômicas e no ‘Se um viajante numa noite de inverno’. Mas acho que são coisas difíceis de explicar aqui, principalmente agora. Agora eu tenho na minha frente a pior invenção do homem: um relógio! Há muitos anos atrás escrevi uma história que virou mini série para o Flávio Migliaccio quando ele fazia o Tio Maneco na extinta TVE, que era exatamente sobre um velho de barbas brancas que encarnava o tempo e se metia em tremendas confusões… Enfim…
Ela…

Trocas
"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"
"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus
Visite:
wwwgeraldoiglesias.blogspot.com
""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues
Disseram
| josé carlos em Porque o destino não exis… | |
| Mr. Almost em Alternativas fatais | |
| Mr. Almost em Sem nada… só | |
| Ru em Porque o destino não exis… | |
| Karl Gustav em O Grito Primal de cada homem e… | |
| Mr. Almost em A aventura de olhar-se | |
| Jonas em A aventura de olhar-se | |
| Beatriz em O que é o MST? | |
| Jonas em Se ou não ser | |
| G em Mãe | |
| Jonas em Mãe | |
| Jonas em Como esse blog é insuportávelm… |
Entrelinhas
Outros Eus (Perdido)
Minhas Opções
é a vida e é bonita... (In)Sanidade aconteceu a corte saúda Alegria a longa jornada amor sim! a patifada Burros crime! delírio descobertas deus? dos cadernos Entrelinhas equívoco escrever é preciso Ficheiro furdunço G. Gavetas gente burra Idéias e ideais Líquido LENDAS Lenda Urbana leveza do ser liberdade libidinosamente Livros livros & livros mãe miscelânias mis morte Mulher Mundo Tropical o fim O pânico opções ao câncer O resto é mar... Os dias... Outros Eus (Perdido) Papéis esparsos Poesias possibilidades Puto da vida Radicalizar raros amigos reais fantasias Seiva Selva Tchau Uísque viagem viver não é preciso
Do que se gosta?
- Nenhuma
Tempo…
Eu disse recentemente
Mais lidos?
- na Revista de Domingo do Globo de hoje, Marta Mede...
- 3 Poemas lindos de Geraldo Carneiro
- Mãe para o filho: "Ai, como eu te amo..."
- Sabe o que é uma obra aberta?
- rede
- Bondes e brincadeiras de jovens que a gente não deve se intrometer
- Dormir
- GEAP - UM PERIGO À VISTA - PREVINA-SE
- o fenergam, embora não tenha a tarja preta, potenc...
- A revolta do niilismo - O equívoco de Sartre: O inferno somos nós
- O Clube da Luta
- TRATAMENTO AO CÂNCER TERMINAL A GEAPE NEGA TRATAMENTO POR QUIMIOTERAPIA!
Quem é quem?
- (In)Sanidade (26)
- a corte saúda (7)
- a longa jornada (6)
- a patifada (4)
- aconteceu (27)
- Alegria (12)
- amor sim! (5)
- é a vida e é bonita… (1)
- Burros (20)
- crime! (2)
- delírio (11)
- deus? (4)
- descobertas (9)
- dos cadernos (1)
- Entrelinhas (17)
- equívoco (13)
- escrever é preciso (5)
- Ficheiro (25)
- furdunço (3)
- G. (437)
- Gavetas (5)
- gente burra (11)
- Idéias e ideais (64)
- Líquido (53)
- Lenda Urbana (31)
- LENDAS (2)
- leveza do ser (25)
- liberdade (35)
- libidinosamente (24)
- Livros (2)
- livros & livros (47)
- mãe (14)
- miscelânias mis (7)
- morte (4)
- Mulher (104)
- Mundo Tropical (25)
- o fim (15)
- O pânico (32)
- O resto é mar… (85)
- opções ao câncer (4)
- Os dias… (341)
- Outros Eus (Perdido) (1)
- Papéis esparsos (164)
- Poesias (8)
- possibilidades (10)
- Puto da vida (15)
- Radicalizar (26)
- raros amigos (3)
- reais fantasias (4)
- Seiva (18)
- Selva (4)
- Tchau (4)
- Uísque (58)
- viagem (14)
- viver não é preciso (5)
0 Respostas para “A pior invenção humana: O Tempo”