Não ouso falar da minha morte nem do corvo que pousará solitário na lápide (se houver uma). Penso mais na quantidade de aves negras que voam alto sempre numa espécie de círculo ameaçador aos viventes. Sou um desses viventes que aparece eventualmente em farrapos nesse lixões que se alimentam do lixão social. De certa forma Poe mostrou isso sem ser explícito (e aí a sua grande arte). Beckett idem e centenas de milhares de anônimos que não publicaram, foram atores dessa sexta macabra que a vida às vezes insinua.
Ela…

Trocas
"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"
"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus
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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues
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Interessante o texto.
Conseguiu fazer uma boa ligação entre morte e morte.
A primeira vista parece confusi, mas é muito bom.
Só um pouco curto demais
pessimista porém contundente essa sua alusão aos corvos de poe sobrevoando as lixeiras… já tinha visitado aqui esparsamente antes do nosso encontro real hj por designios do destino…voltarei mais vezes… me explica porque é pós sobretudo de lona ? havia um sobretudo de lona antes , é isso ?
abs