O engodo da internet

Enfrento graves problemas nos grupos de discussão por causa da internet, do Google. Percebo um número maior de pessoas deixando os livros de lado e caçando resumos vários no Google. Essa ferramenta sem dúvida auxilia as pessoas em determinados momentos expecionais onde a velocidade da informação de faz presente. Mas reparem que não é isso o que acontece. De alguma maneira é mais do que óbvio que a internet agrega valor e conteúdo numa vasta população de usuários. O problema é outro: é que fica tudo nivelado por baixo, o usuário passa a conhecer coisas e obras, mas de forma telegráfica. Até porque quando a pessoa que colocou aquela informção ali fez por um motivo específico que, naquele momento, poderia ser bastante. Isso difere muito “daquela informção” tornar-se referência para milhares de pessoas dando-lhes a falsa impressão que “conhecem” a obra ou o assunto. Sempre repito que a cultura é muito cara e fica evidente que a massificação de cultura via internet não dá certo, engana, ilude. Creio então que o uso de computadores para estudantes, sem dúvida, é mais do que necessário, mas é idiota achar que, de alguma forma a internet, substitui os livros, os professores e mesmo a convivência acadêmica.

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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

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