Que reis somos nós?

Não se trata, como pensa a maioria, de encontrar a pessoa ideal. Não. O que deve importar verdadeiramente é encontrar a situação ideal. O estado em que nos sentimos mais completos, mais plenos. Claro que haverá a dor, o sofrimento, mas tudo isso fará parte de um contexto outro, de uma maneira extremamente compreensível para nós. Existem duas maneiras de encarar a adversidade: com fé, onde pedimos, oramos para que a situação melhore ou com entendimento, onde podemos racionalizar o que está acontecendo, podemos nos situar e avaliar nossas melhores possibilidades.

Eu, pelo menos, vejo assim e como prefiro encarar e ver o que faço, não rezo. Não sei avaliar com certeza se perco ou ganho mais, sei apenas que as coisas são assim. De vez em quando me cravam de perguntas se isso e aquilo, se não sou mais infeliz por isso ou aquilo e eu, sinceramente, não sei responder. Não sei tanto da vida e, muito menos, de mim. Mas não faço questão de saber demasiadamente sobre minhas emoções porque isso seria um estado crítico permanente – que também não acho legal. Claro que todo mundo erra e vai continuar errando. O erro é atávico no homem e, muitas vezes, até prazeiroso. Sou apenas mais um e só não aceito mesmo são as deformações de caráter. Se nos aparece uma pessoa ideal numa situação ideal, maravilha, sorte grande! Caso contrário, vale a situação mais confortável. Sem dúvida.

0 Respostas para “Que reis somos nós?”



  1. Sem comentários ainda

Deixe um comentário




Ela…

Ela...

Trocas

e-mail


"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

Visite:
wwwgeraldoiglesias.blogspot.com

""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

Do que se gosta?

  • Nenhuma

Tempo…

 

Fevereiro 2008
S T Q Q S S D
« Jan   Mar »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
2526272829