Oscarito (gênio) e dobradinhas toscas, rasas e com desvios

Para quem sabe ler em português do Brasil, a biografia do Oscarito escrita por Flávio Marinho é um livro muito interessante. Oscarito foi um dos maiores cômicos do Brasil (de origem espanhola). Fez inúmeras excursões teatrais com sua companhia à Portugal, conquistando as platéias lisboetas (aculturadas). Além disso, o livro fala do panorama brasileiro, do Rio capital federal, do trabalho extenuante de atores e diretores para exibir uma peça à cada quinze dias. A censura terrível de Getúlio Vargas e, ao mesmo tempo, o amor de Getúlio pelo teatro. De um certo Luis Iglesias que escrevia uma peça atrás da outra e, censurado, falava diretamente com Getúlio que perguntava: “O que você quer, meu filho?” e, em seguida, sem ler, liberava pessoalmente as peças para o jovem dramaturgo e empresário. Dizia-se que Getúlio era amante de Virgínia Lane…os teatros de revistas fervilhavam…. uma menina Eva Tudor atuava apesar do fortíssimo sotaque húngaro, Grande Otelo desbundava no Cassino da Urca e tomava porres homéricos.

Muitas e muitas coisas são contadas por Flávio Marinho na biografia do GRANDE OSCARITO, um livro imperdível para quem deseja conhecer uma época de ouro do Rio de Janeiro, capital e capital cultural do país. Quem não se interessa por isso, detestará o livro.

Como na vida presencial, a gente ouve aqui e ali murmúrios de pessoas que estão se falando, se juntando, planejando coisicas medíocres e tal. Isso é normal ao ser humano. Entretanto, me chama a atenção uma dobradinha (com fortes sintomas de fragilidades de caráter e emocionais que chegam à….) que surge na área: um homem e uma mulher, cada um a seu modo, envolvidos em desvios de…. deixa pra lá, deixa pra um momento mais apropriado…

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"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

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""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
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