Os espaços de zeros e uns acabam tornando-se pontes entre o outro e eu. Como se eu estivesse numa ilha ilusória, efêmera, virtual e sendo, portanto, uma espécie de prisioneiro. Mas existem caminhos. O que me deixa perplexo é que sempre que eu imagino que não existem mais saídas, elas aparecem como se fossem a coisa mais óbvia e simples desse mundo e eu sim, estivesse de olhos fechados ou desatento o bastante para não perceber nada. Tem sido sempre assim em quase todas as situações. Eu me surpreendo diariamente com as cambalhotas da vida e as reviravoltas do mundo. Sempre. E, parece, ainda não aprendi nada sobre isso. Pode até ser um sinal de que jamais aprenderei, que me surpreenderei eternamente (o que não me parece uma má idéia). Mesmo quando reclamam porque não escrevo com punhos de renda, mesmo quando me jogam na cara que acabo complicando as coisas ao falar em tempo ou em pânico ou em encruzilhadas. Acontece comigo igualmente! Inúmeras vezes eu leio o que escrevi ‘ontem’ e demoro a compreender o que desejei dizer. E também não juro que eu sempre quero dizer alguma coisa! Não! Muitas vezes escrevo porque me é necessário – como dizer? - é necessário abrir o ladrão e permitir que os excessos esguichem de mim em grandes jatos, muitas vezes molhando terrenos distantes que sequer imaginam de onde vem tanta água. A esses, peço perdão. O que tenho são pequenas caixas de madeira muitos bem trabalhadas em que guardo jóias. Essas jóias são hilariantes porque não possuem nenhum valor, são pedaços de papéis manuscritos, rascunhados que, para não deitar fora, transcrevo para cá. Somente isso. Apenas impressões de nuvens, de livros, de mendigos, de ideais, filosofias e tudo o que compõe o que sou. E o que sou? Um escrevinhador sem método e ansioso. Simplesmente.
Ela…

Trocas
"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"
"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus
Visite:
wwwgeraldoiglesias.blogspot.com
""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues
Disseram
| josé carlos em Porque o destino não exis… | |
| Mr. Almost em Alternativas fatais | |
| Mr. Almost em Sem nada… só | |
| Ru em Porque o destino não exis… | |
| Karl Gustav em O Grito Primal de cada homem e… | |
| Mr. Almost em A aventura de olhar-se | |
| Jonas em A aventura de olhar-se | |
| Beatriz em O que é o MST? | |
| Jonas em Se ou não ser | |
| G em Mãe | |
| Jonas em Mãe | |
| Jonas em Como esse blog é insuportávelm… |
Entrelinhas
Outros Eus (Perdido)
Minhas Opções
é a vida e é bonita... (In)Sanidade aconteceu a corte saúda Alegria a longa jornada amor sim! a patifada Burros crime! delírio descobertas deus? dos cadernos Entrelinhas equívoco escrever é preciso Ficheiro furdunço G. Gavetas gente burra Idéias e ideais Líquido LENDAS Lenda Urbana leveza do ser liberdade libidinosamente Livros livros & livros mãe miscelânias mis morte Mulher Mundo Tropical o fim O pânico opções ao câncer O resto é mar... Os dias... Outros Eus (Perdido) Papéis esparsos Poesias possibilidades Puto da vida Radicalizar raros amigos reais fantasias Seiva Selva Tchau Uísque viagem viver não é preciso
Do que se gosta?
- Nenhuma
Tempo…
Eu disse recentemente
Mais lidos?
- na Revista de Domingo do Globo de hoje, Marta Mede...
- Mãe para o filho: "Ai, como eu te amo..."
- GEAP - UM PERIGO À VISTA - PREVINA-SE
- o fenergam, embora não tenha a tarja preta, potenc...
- 3 Poemas lindos de Geraldo Carneiro
- rede
- Sabe o que é uma obra aberta?
- Bondes e brincadeiras de jovens que a gente não deve se intrometer
- Dormir
- Nem sei
- Funções de televisão
- Eu queria ser Ana Cesar!
Quem é quem?
- (In)Sanidade (26)
- a corte saúda (7)
- a longa jornada (6)
- a patifada (4)
- aconteceu (27)
- Alegria (12)
- amor sim! (5)
- é a vida e é bonita… (1)
- Burros (20)
- crime! (2)
- delírio (11)
- deus? (4)
- descobertas (9)
- dos cadernos (1)
- Entrelinhas (17)
- equívoco (13)
- escrever é preciso (5)
- Ficheiro (25)
- furdunço (3)
- G. (437)
- Gavetas (5)
- gente burra (11)
- Idéias e ideais (64)
- Líquido (53)
- Lenda Urbana (31)
- LENDAS (2)
- leveza do ser (25)
- liberdade (35)
- libidinosamente (24)
- Livros (2)
- livros & livros (47)
- mãe (14)
- miscelânias mis (7)
- morte (4)
- Mulher (104)
- Mundo Tropical (25)
- o fim (15)
- O pânico (32)
- O resto é mar… (85)
- opções ao câncer (4)
- Os dias… (341)
- Outros Eus (Perdido) (1)
- Papéis esparsos (164)
- Poesias (8)
- possibilidades (10)
- Puto da vida (15)
- Radicalizar (26)
- raros amigos (3)
- reais fantasias (4)
- Seiva (18)
- Selva (4)
- Tchau (4)
- Uísque (58)
- viagem (14)
- viver não é preciso (5)
Escrever sem método e com ânsia é escrita. E a tua, é visceral, sem rodeios. E vez ou outra, desponta doçura, lirismo. Algúem que se expressa, escrita e vertigem.
Gosto de ler você.
Putz!!!
Cada vez mais eu me vejo em algumas coisas…rs
Muitas vezes leio o que escreví em algum dia.. e simplesmente também não sei pq o fiz! rs
Não menospreze tudo isso… eu continuo assídua aqui admirando o “escrevinhador sem método e ansioso”!
bj
mara
ahhh!!! Já ia me esquecendo… Mudou a cara do blog… linda foto!