De uma simples e complexa história do que não é e é além de, eventualmente, relembrar Cervantes

 

Ela se exibe de todas as formas e maneiras dentro de um limite de total recato. Nela, nada há de exagero ou (possível) vulgaridade. Ser mulher é contar uma história (que é a do mundo), mas que mostra, antes, pura emoção. É um tentar, um avançar e retroceder, um ‘diz que diz que’ de pele e de contrações (internas), um roçar ora suave, ora aflitivo, um sumo que se insinua até quase transbordar, mas se recolhe sem domínio de si… É ter e ser o resultado de sua história e ainda assim ouvir a insanidade que essa história ainda não começou TOTALMENTE, ser substantiva e adjetiva, saber até que, entre outras tantas coisas e situações, é lembrada também (Sempre, numa deliciosa recorrência) numa fantasia insana de gozo no quintal (de uma frase dita um dia e jamais esquecida*)… Não é só… é ser desejada por mais de uma pessoa e, nem por isso, perder a docilidade, a suavidade e saber quem é quem, o quê é o quê e porquê… Essa mulher que não dorme e me acompanha na madrugada, que sussurra em meu ouvido e envolve minhas pernas nas suas libidinosamente cândida… religiosamente devassa. É uma moça (como se anuncia) que mexe, altera toda a história, desequilibra toda a ordem do universo, subvertendo diligentemente  o que era, transformando o que poderia ser no que será ou o contrário (não sei bem)… porque as coisas podem se fazer de frases inocentes, maternais como “Ai, como eu te amo…” – E ISSO PODE ALTERAR TODO O SENTIDO DA VIDA (Sim, porque sempre pode ser alterado além da “vida ser a arte do encontro” como ELE disse). E tudo, sempre, sob o signo do devaneio.

Mas todas essas coisas retiradas de desvãos de espírito e coração são também parte da convicção (nossa) de que a vida, mesmo substantiva é, essencialmente sublime, sempre e que dar-se com vontade, [como amador] é receber e que o paradoxo nem é tão importante, nem deveria ter esse nome e, por fim, o que parecia não ter substância, surpreende-nos, a ambos

Ela…

Ela...

Trocas

e-mail


"A descoberta do Prozac criou um universo de eunucos felizes"

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, Alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico" Albert Camus

Visite:
wwwgeraldoiglesias.blogspot.com

""Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

Do que se gosta?

  • Nenhuma

Tempo…