
Ela se exibe de todas as formas e maneiras dentro de um limite de total recato. Nela, nada há de exagero ou (possível) vulgaridade. Ser mulher é contar uma história (que é a do mundo), mas que mostra, antes, pura emoção. É um tentar, um avançar e retroceder, um ‘diz que diz que’ de pele e de contrações (internas), um roçar ora suave, ora aflitivo, um sumo que se insinua até quase transbordar, mas se recolhe sem domínio de si… É ter e ser o resultado de sua história e ainda assim ouvir a insanidade que essa história ainda não começou TOTALMENTE, ser substantiva e adjetiva, saber até que, entre outras tantas coisas e situações, é lembrada também (Sempre, numa deliciosa recorrência) numa fantasia insana de gozo no quintal (de uma frase dita um dia e jamais esquecida*)… Não é só… é ser desejada por mais de uma pessoa e, nem por isso, perder a docilidade, a suavidade e saber quem é quem, o quê é o quê e porquê… Essa mulher que não dorme e me acompanha na madrugada, que sussurra em meu ouvido e envolve minhas pernas nas suas libidinosamente cândida… religiosamente devassa. É uma moça (como se anuncia) que mexe, altera toda a história, desequilibra toda a ordem do universo, subvertendo diligentemente o que era, transformando o que poderia ser no que será ou o contrário (não sei bem)… porque as coisas podem se fazer de frases inocentes, maternais como “Ai, como eu te amo…” – E ISSO PODE ALTERAR TODO O SENTIDO DA VIDA (Sim, porque sempre pode ser alterado além da “vida ser a arte do encontro” como ELE disse). E tudo, sempre, sob o signo do devaneio.

Disseram